sábado, 4 de março de 2017

Surto de febre amarela faz governo mudar critério para doação de sangue, informa "Estadão"



Quem tiver sido vacinado para febre amarela deve esperar quatro semanas, a partir da vacinação, para doar sangue. A recomendação foi divulgada na quinta-feira (2) pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 
Já os candidatos infectados pelo vírus serão considerados inaptos para doação por seis meses.
 
Segundo a pasta, não há informação científica disponível suficiente sobre o tempo de inaptidão após a infecção. Os potenciais doadores de órgãos infectados pelo vírus deverão ser considerados inaptos por 30 dias após recuperação clínica completa. No caso de eventuais doadores de tecidos, a “quarentena” é de seis meses. 

Fonte : Estadão

sexta-feira, 3 de março de 2017

Agência Brasil: Ministério da Saúde amplia público alvo para seis vacinas



O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira (3) a ampliação do público alvo para seis doses que integram o Calendário Nacional de Vacinação – tríplice viral, tetra viral, dTpa adulto, HPV, meningocócica C e hepatite A.
As mudanças, segundo a pasta, têm como objetivo aumentar a proteção de crianças, garantindo elevada cobertura vacinal, além de ampliar a imunidade de adolescentes e diminuir a circulação de doenças na população.
“Não adianta a vacina estar disponível no posto de saúde. É necessário que pelo menos 95% das crianças do município recebam a dose”, destacou a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Carla Domingues.
Entre os adultos, a meta é manter a eliminação do sarampo e da rubéola e diminuir o número de casos de caxumba e coqueluche.
Confira como fica a aplicação das seis vacinas após as alterações:
– Hepatite A: passa a ser disponibilizada para crianças até 5 anos. Antes, a idade máxima era 2 anos. A vacina, segundo o ministério, é considerada altamente eficaz, com taxas de soroconversão de 94% a 100%.
– tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela): este ano, para crianças, há ampliação da oferta da dose, que passa a ser administrada de 15 meses até 4 anos. Antes, a aplicação era feita entre 15 meses e menores de 2 anos. A recomendação é uma primeira dose da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) aos 12 meses e uma segunda dose a tetra viral aos 15 meses.
– HPV: a partir de 2017, será ofertada também para meninos. Desde 2014, a dose é oferecida a meninas de 9 a 13 anos. No próximo ano, público alvo vai incluir ainda meninas de 14 anos.
Este ano, além dos meninos, a vacina será oferecida a homens que vivem com HIV e aids entre 9 e 26 anos e para imunodeprimidos, como transplantados e pacientes oncológicos.
– meningocócica C: passa a ser disponibilizada para adolescentes de 12 e 13 anos. A faixa etária será ampliada gradativamente até 2020, quando serão incluídos crianças e adolescentes de 9 a 13 anos. O esquema vacinal será de um reforço ou uma dose única, conforme situação vacinal.
– dTpa adulto (difteria, tétano e coqueluche): passa a ser recomendada para as gestantes a partir da 20ª semana. As mulheres que perderam a oportunidade de se vacinar durante a gravidez devem receber a dose durante o puerpério (até 40 dias após o parto). A medida busca garantir que os bebês já nasçam protegidos contra a coqueluche por conta de anticorpos transferidos pela mãe ao feto frente a gestação.
– tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola): este ano, será introduzida a segunda dose da vacina para a população de 20 a 29 anos. Anteriormente, a segunda dose era aplicada apenas em pessoas com até 19 anos.
A mudança leva em consideração surtos de caxumba registrados nos últimos anos no país, sobretudo entre adolescentes e adultos jovens. As duas doses passam a ser indicadas para pessoas de 12 meses a 29 anos. Para adultos de 30 a 49 anos, permanece a indicação de apenas uma dose.
Calendário
Atualmente, são ofertadas gratuitamente via Sistema Único de Saúde (SUS) 19 vacinas recomendaras pela Organização Mundial da Saúde. Por ano, são disponibilizadas na rede pública cerca de 300 milhões de doses de imunobiológicos que combatem mais de 20 doenças.
De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a previsão de investimentos na área, em 2017, é da ordem de R$ 3,9 bilhões.
“Com este calendário ampliado, além de incluir novas doses, estamos permitindo que elas sejam tomadas em um período maior. O objetivo é que um maior percentual da população esteja imunizada”, disse.
Segundo ele, as alterações só foram possíveis em razão de uma economia de R$ 66,5 milhões obtida a partir da negociação de três vacinas: hepatite B, HPV e dTpa.
Barros disse ainda que a eficiência de gestão também garantiu a compra de 11,5 milhões de doses extras da vacina contra a febre amarela.
 

Fonte : Agência Brasil

"O Globo": Governo deve retomar conscientização contra a aids


No carnaval, um comercial de televisão contrastou com o clima de alegria, ao apresentar dados sombrios: o número de pessoas infectadas pelo vírus HIV cresce ano a ano no país, especialmente entre a população jovem. De fato, em entrevista ao Globo, a infectologista da Fiocruz Brenda Hoagland, coordenadora no Brasil de estudo para uma possível produção de vacina, afirmou que foram registrados 44 mil novas ocorrências em 2015 (de acordo com o Ministério da Saúde, foram cerca de 40 mil casos anuais nos últimos anos). A pesquisadora da Fiocruz disse ainda que o Brasil responde por 40% dos novos casos de HIV na América Latina.
Segundo dados do Ministério da Saúde, divulgados em dezembro de 2016, há hoje 827 mil pessoas infectadas no Brasil. Desses, 112 mil desconhecem o diagnóstico, 260 mil sabem do seu estado mas não iniciaram o tratamento, e outros 455 mil estão em tratamento. Entre os jovens, apenas 57% encontram-se sob atendimento. São números preocupantes sobretudo porque representam uma inversão de tendência, uma vez que o número de infecções há alguns anos caía sistematicamente.
Entre as formas de infecção, a sexual continua predominando. Dados recentes compilados em boletins epidemiológicos sugerem que não se trata de desinformação em relação às formas de prevenção. A população conhece os riscos e os meios de evitá-los.
Mas expõe-se, supondo que a infecção é hoje administrável, graças ao desenvolvimento do coquetel de drogas, o que rebaixaria o HIV à condição de uma infecção crônica e não mais uma sentença de morte. As implicações dessa inferência na elevação do risco de contaminação e propagação do vírus são gravíssimas e exigem uma reação.
O governo acertou ao lembrar aos foliões, durante o carnaval, sobre a ameaça crescente da infecção, mas a iniciativa é insuficiente. Corre-se até mesmo o risco de que ela se torne um desperdício de investimento, caso não tenha continuidade. Apesar da escassez de recursos e da necessidade de corte de gastos gerada pela crise econômica, é preciso que a campanha vá além da efeméride momesca, voltando a ficar entre as prioridades das políticas de saúde pública no Brasil.
A informação continua aliada importante nesta guerra. É necessário alertar para os riscos da infecção e propagação do HIV no país, e inclusive superar resistências religiosas, estimulando o uso de seringas descartáveis e de camisinha nas relações sexuais. Mas, diante da situação atual, é essencial que um novo enfoque seja adotado, desconstruindo o raciocínio de que os coquetéis de drogas tornaram o HIV/aids uma infecção tratável.
O custo de ações preventivas como estas será bem menor do que aquele relacionado ao tratamento contínuo de pessoas infectadas. Sem falar no drama humano.

Fonte : O Globo

Projeto Lá em Casa é destaque no Bem Estar, da TV Globo



O programa Bem Estar, da Globo, desta sexta-feira (3) falou sobre remédios, quando eles podem ser demais e quando há risco de efeitos colaterais causados pela interação entre eles.  O diretor da Sociedade Brasileira de Medicina de Família, psiquiatra e consultor do programa, Daniel Barros, fez um alerta sobre os riscos da automedicação, especialmente os calmantes. Eles podem até afetar a memória.
O projeto Lá Em Casa, de convivência e de reabilitação física para pessoas carentes vivendo com HIV/aids foi um dos destaques da reportagem. Idealizado por Roseli Tardelli, diretora da Agência Aids, o projeto abriu as portas em abril de 2015, na Casa Verde, no endereço onde Roseli Tardelli vivia com a família. Hoje, está atendendo mais de 60 pessoas nas atividades com exercícios físicos que visam combater e atenuar os efeitos da lipodistrofia.
No programa, Roseli Tardelli e André Soares, educador físico do Lá Em Casa, falaram sobre a importância da atividade física na qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV/aids.
A ativista Silvia Almeida, integrante do Movimento Cidadãs Posithivas e facilitadora no Lá Em Casa, contou a sua experiência com o coquetel antirretroviral.  


quarta-feira, 1 de março de 2017

CARNAVAL 2017: Espaço para testes rápidos de HIV em Recife registra média alta de resultados positivos, segundo G1



A Secretaria de Saúde do Recife tem registrado um aumento no índice de resultados positivos para os testes rápidos de HIV oferecidos na central de serviço de saúde montada na Praça do Arsenal, no Bairro do Recife, neste Carnaval. Até o início da noite desta segunda-feira (27), 3,2% dos foliões atendidos no local apresentaram resultado positivo. De acordo com a pasta, o número é alto, pois a média esperada era de 0,6% durante a festa.
"Realizamos até agora 279 testes. E esse número de nove resultados reagentes à soropositividade está em uma média cinco vezes mais alta do que se é esperado para o período [do Carnaval]", informou o chefe de setor de HIV/Aids da Secretaria de Saúde do Recife, Alberto de Oliveira.
Funcionando desde a sexta-feira (24), o espaço é destinado para testes rápidos de HIV e conta com uma equipe médica que realiza acompanhamento para entrega dos resultados.
"Independentemente se o resultado for positivo ou negativo para HIV, conversamos com os pacientes individual e sigilosamente", explicou Oliveira, destacando que o paciente soropositivo é orientado para buscar unidades médicas especializadas.
Com um maior índice de exames reagentes para o HIV em jovens abaixo de 30 anos, o chefe do setor faz um alerta. "Sempre orientamos a usar o preservativo, isso faz diminuir esse índice", pontuou.
O espaço funcionar até esta terça-feira (28) à meia-noite. O atendimento é gratuito.


Fonte : G1

BBC Brasil: Por que uma jovem de 22 anos revelou ter HIV no Twitter



Desde que a sul-africana Saidy Brown tuitou estas palavras, na última sexta-feira, milhares de pessoas compartilharam sua mensagem de esperança, muitas delas elogiando sua coragem de falar em público sobre a experiência com o vírus.
A ativista, que se descreve como uma 'HIVitoriosa' em seu perfil no Twitter, conversou com a BBC sobre a enorme reação à sua publicação.
Também explicou por que demorou tanto tempo para ser diagnosticada e comentou os desafios que uma pessoa com o vírus enfrenta para namorar.
Por que tuitar?
"Eu sempre falei sobre a minha condição. Comecei a conversar sobre o fato de ser HIV-positivo quando tinha 18 anos. Normalmente, uso o Facebook para falar com as pessoas sobre HIV e Aids", explicou.
"Mas eu sentia uma vontade urgente de publicar isso no Twitter, para que não estivesse limitada apenas aos meus amigos do Facebook. Eu precisava que o mundo entrasse nas conversas sobre o vírus."
"A resposta tem sido ótima. Houve pessoas que vieram até mim e contaram suas histórias. Eu gosto disso", disse.
"Gosto de iniciar debates sobre HIV. Não acredito que isso deva ser tratado como um tema 'não-falado'. Eu quero que conversemos a respeito, porque, quando falamos, conseguimos desestigmatizar o assunto."
"Quando era mais nova, morria de medo de como as pessoas me perceberiam", afirmou Brown à BBC. "Mas agora eu cresci e as opiniões das pessoas não me afetam. Acho que fiquei mais forte emocionalmente. Quando vejo esses comentários (negativos) e tal, eles realmente não me derrubam."


A vida com o HIV
"Eu nunca fui necessariamente discriminada. Posso dizer que eu mesma me discriminava, entre os 14 e os 18 anos, porque eu não queria falar a respeito. Só minha família sabia. Ninguém mais.
Quando fiz 18 anos, resolvi começar a abrir o assunto. Foi melhor e mais sábio."
A jovem conta que nasceu na pequena cidade de Itsoseng, no noroeste sul-africano. "Sou a primeira pessoa do lugar onde nasci a dar um passo à frente e falar abertamente sobre minha condição", diz.
"O apoio existe porque, seja comigo ou com qualquer outra pessoa, a realidade é que há pessoas vivendo com HIV, quer falemos sobre isso ou não".
A descoberta
"Quando eu tinha 14 anos, participei de um evento sobre juventude representando minha escola. Lá havia pessoas que faziam testes de HIV, davam conselhos, esse tipo de coisa", lembra.
"Quando cheguei, perguntaram a nós se queríamos ser testados. Eu fui uma das pessoas que aceitaram. E descobri assim."
A primeira reação, ela conta, foi difícil. "Fique em choque. Não conseguia acreditar. Eu tinha só 14 anos e naquela época eu pensava: 'Como? Só tenho 14... Eu não fiz nada. Como?"
A resposta veio logo em seguida. "Quando eu fui para casa e contei para minha tia, ela me contou que na verdade eu tinha nascido com o vírus. Meus pais haviam morrido por doenças relacionadas a aids, algo que ninguém nunca me havia contado."
Brown tinha 9 anos de idade quando o pai morreu. A mãe faleceu no ano seguinte.
Vida amorosa
"Eu estou vivendo um relacionamento neste momento", conta a jovem.
"É bem fascinante, porque normalmente eu conto logo no início da relação. Se a pessoa decide que quer continuar comigo, ótimo. Se decide partir, tudo bem também. Eu não vou odiar a pessoa porque muita gente ainda tem suas questões sobre o HIV. Eu não culpo a pessoa que diz: 'Não, não posso ficar com você porque você é HIV-positivo."
Mas ela conta que já sofreu por isso. "Já ouvi isso no passado. Dói muito. Mas depois de um tempo, as pessoas voltam e pedem desculpas. Quando isso ocorre, estamos conversando, o que é bom. Eu as perdoei".
Mantendo-se saudável
"Eu realmente não sou a pessoa mais consciente do mundo sobre o que come, mas faço questão de tomar meus remédios no horário certo todas as noites. Eu não me esqueço", conta.
Criar uma família
Saidy Brown conta que torce para construir uma família um dia e que tem lido sobre métodos preventivos para evitar a transmissão do HIV para parceiros ou bebês.
"Eu sou filha de uma tramissão de mãe para bebê, portanto não quero fazer minhas crianças passarem por isso", diz.
A entrevista foi dada a Debula Komoli, do BBC Minute.
 

Fonte : BBC Brasil

Brasil de Fato: Pesquisa cubana de vacina contra HIV apresenta resultados promissores em testes com seres humanos



Uma vacina desenvolvida em Cuba com o objetivo de reduzir a carga viral de portadores do HIV e que se encontra em fase de testes clínicos na ilha caribenha tem demonstrado eficácia, afirmou Yayri Caridad Prieto Correa, uma das responsáveis pelo estudo. A vacina Teravac-VIH tem potencializando a resposta imunológica dos nove pacientes que a tomaram e que estão sendo acompanhados pelos pesquisadores cubanos.
A pesquisadora do CIGB (sigla em espanhol para Centro de Engenharia e Biotecnologia) de Havana apresentou os resultados preliminares dos testes com humanos, durante o primeiro congresso BioProcess Cuba 2017, realizado em na cidade cubana de Camaguey, na última semana.
Segundo Correa, os nove pacientes soropositivos que tomaram a vacina não apresentaram efeitos adversos nem de toxicidade, o que era o principal objetivo desta fase de testes, que certifica a segurança do medicamento. Assim como nos estudos pré-clínicos em animais, o teste com humanos demonstrou que a vacina potencializa a resposta imunológica do organismo infectado por HIV, vírus causador da aids (síndrome da imunodeficiência adquirida).
A pesquisadora, porém, alertou para que não se criem falsas expectativas sobre a vacina, que ainda deve passar por testes com mais pessoas soropositivas para se estabelecer sua eficácia em larga escala, o que deve levar mais alguns anos. A atual fase de testes, por exemplo, foi anunciada em março de 2012.
Correa também ressaltou que a vacina não sana a infecção por HIV, mas diminui a taxa de vírus no sangue, melhorando assim a qualidade de vida das pessoas soropositivas. Ela afirmou que a busca de vacinas contra o vírus segue sendo uma das prioridades das instituições médicas e científicas cubanas, mas que a prevenção segue sendo o principal método para evitar o contágio.
O objetivo dos especialistas cubanos é substituir a atual terapia contra o HIV, que consiste na combinação de vários inibidores retrovirais que bloqueiam a expansão do vírus. Embora tal terapia se mostre majoritariamente eficiente, em alguns casos pode causar danos colaterais aos pacientes.
A vacina Teravac-HIV é administrada simultaneamente por via mucosa, por spray e administração intramuscular. Ela foi desenvolvida a partir de uma "proteína recombinante" – através de técnicas de engenharia genética – e busca induzir uma resposta celular contra o vírus. Segundo os resultados preliminares, a vacina diminuiu a carga viral nos linfócitos T citotóxicos (CD8) dos pacientes.
Segundo o portal Infomed, da rede de saúde de Cuba, o primeiro caso de HIV na ilha foi diagnosticado há 31 anos. Em 2015, o país se tornou o primeiro no mundo a erradicar a transmissão do HIV de mãe para filho, como afirmou a OMS (Organização Mundial da Saúde). A transmissão sexual é a forma predominante de infecção por HIV em Cuba, responsável por mais de 99% dos casos.
Fonte: Brasil de Fato, com informações de CubaDebate e edição do Opera Mundi

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