segunda-feira, 25 de abril de 2016

Conheça o Crispr, técnica de edição do DNA que promete mudar o mundo



Uma nova ferramenta de edição genética capaz de mudar completamente o mundo que conhecemos cada vez mais perde o rótulo de promessa e ganha o de "realidade". O nome da técnica é Crispr-Cas9 (lê-se crísper-cás-nove) e ela reúne características que surpreendem até mesmo os biologistas mais experientes.
Simplificadamente, agora é possível eliminar partes indesejadas do genoma – que causam doenças – e, se necessário, inserir novas sequências no local. Essa técnica também tem sido usada na busca pela cura do HIV.
A taxa de sucesso, quantidade de células modificadas pela técnica, é muito maior que aquela de outras antigas, usadas em experimentos de terapia gênica, por exemplo.
A novidade está na última edição da revista "Nature".  E foi publicada nesta segunda-feira (25) no site do jornal “Folha de S. Paulo”.

Conferências conjuntas discutem em Brasília temas referentes a direitos humanos



Cerca de 7 mil pessoas deverão participar, até sexta-feira (29), em Brasília de cinco conferências temáticas relacionadas à área dos direitos humanos. Realizadas em um único espaço, as conferências conjuntas começaram neste domingo (24) e tratam de temas referentes aos direitos da criança e do adolescente, da pessoa idosa, da pessoa com deficiência e de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT).
O objetivo é construir, a partir das discussões, políticas públicas que integrem as demandas específicas de cada grupo e respeitem a diversidade.
Delegada de Santa Catarina na 4° Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, a cadeirante Márcia Anita Coelho diz que a acessibilidade é uma das principais demandas de destaque para as pessoas com deficiência. “Quando falo de acessibilidade, não me refiro apenas a rampas, falo também de acessibilidade tecnológica, necessária para os cegos e surdos, falo da acessibilidade a que todo ser humano tem direito, que é a de ir e vir a qualquer lugar.”
Para Márcia, outro ponto importante é que os deficientes participem da formulação das políticas públicas e decisões relacionadas ao segmento. “Queremos que o deficiente esteja junto no momento de pensar tudo isso. Não adianta fazer acessibilidade para um surdo se você não sabe do que um surdo precisa. A pessoa com deficiência é quem sabe do que ela precisa e tem propriedade para falar sobre deficiência”, disse.
Para Vera Regina Coé Pisco, delegada do Rio de Janeiro na 4° Conferência Nacional da Pessoa Idosa, entre os temas que não podem ficar fora das discussões estão a melhoria dos serviços para pessoas com mais de 60 anos de modo a proporcionar a elas melhor qualidade de vida. “Cada estado tem uma necessidade maior, mas acho que o atendimento à saúde é um destaque, assim como a prioridade do idoso nos meios de transporte e nos bancos, que não é respeitada. Estamos brigando muito para garantir isso”, afirma Vera Regina.
Participando da 3ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais como delegado por Santa Catarina, Lenilson Luiz da Silva considera prioritárias para o segmento discussões sobre o uso do nome social e a criminalização da LGBTfobia, como ele classifica atos de violência contra esse público. Lenilson destaca ainda a necessidade de políticas públicas voltadas à população LGBT nas mais variada áreas.
“Ao longo dos anos, vimos essa população marginalizada, longe de todos os direitos, e a conferência é uma oportunidade de ouvir essa população, construir políticas públicas e, a partir delas, avaliar aquilo que está sendo implementado nos estados e municípios. O Brasil é um país campeão em assassinato de LGBT e, para mim essa é a prioridade na discussão”, ressalta o delegado de Santa Catarina.
O delegado do Pará na 10ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Mateus Alves, conta que veio do município de Conceição do Araguaia para defender os direitos dos segmentos à educação e a saúde. “A situação da educação no nosso país está bem precária e a da saúde, também. Falta bastante coisa para tirar os jovens das ruas, para ocupar os jovens, e nossas escolas estão precisando melhorar muito o ensino. Precisamos de mais propostas que venham dos nossos governantes para as crianças e adolescentes”, afirma Mateus.
Para o delegado paraense, também é importante manter políticas públicas para oferecer lazer aos jovens.
Os delegados e convidados participam da 10ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, da 4ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, 4ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, da 3ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais e da 12ª Conferência Nacional de Direitos Humanos.
A realização das conferências conjuntas foi uma iniciativa da presidenta Dilma Rousseff, por meio de decreto publicado no fim do ano passado.

Unicef testa drones para agilizar realização de testes de HIV em áreas remotas



O Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) começou recentemente a utilizar drones para ampliar a sua área de alcance no combate e tratamento do HIV em áreas rurais do Maláui, país localizado na África Oriental. O primeiro teste do gênero foi realizado com sucesso, após uma aeronave não tripulada viajar 10 quilômetros entre um centro de saúde e um hospital localizado na capital do país, em Lilongwe, informa o site do Canaltech.  
O método é encarado como uma alternativa para superar dificuldades de locomoção que muitas pessoas enfrentam no país africano. Como as estradas são precárias e o transporte é caro, torna-se muito maior o trabalho dos profissionais de saúde na coleta e transporte das amostras de sangue entre as centrais de saúde e os laboratórios. 
Já com os drones, as viagens ficam mais baratas e cada um deles pode carregar até 250 testes por vez. “Há muitos atrasos no processo contínuo de obtenção de tratamento para crianças soropositivas, elas precisam realizar o testes logo, idealmente antes dos dois meses de vida, entre seis e oito semanas. Seus testes e as amostras de sangue, precisam ir das instalações de saúde para um dos oito laboratórios do país", disse a representante do programa de HIV/aids do Unicef, Judith Sherman. 
Em suma, segundo o site, o quanto antes for identificado se uma criança é soropositiva, maiores são as chances de iniciar o tratamento para que ela tenha uma boa qualidade de vida. Com uma das taxas de infecção por HIV mais altas do mundo, é a primeira vez que drones são usados como apoio no combate e tratamento do vírus, no Maláui. 

Transmissão sexual de zika vírus é tema do programa Bem-Estar, da 'Rede Globo'


O vírus da zika assusta as grávidas do país inteiro. Isso porque há uma relação entre o vírus e a microcefalia. A recomendação mais recente é o uso de camisinha durante todo o período da gestação, já que estudos mostram que o vírus pode ser transmitido pelo sêmen. Nos Estados Unidos, a orientação para as grávidas é a abstinência sexual durante toda a gravidez ou o uso correto e constante do preservativo.
 
Ainda não se sabe tudo sobre esse vírus. Em 2016, já foram confirmados 192 casos de microcefalia ligados ao zika. Para falar sobre o assunto, o Bem Estar desta segunda-feira (25) convidou o consultor e infectologista Caio Rosenthal e o epidemiologista e diretor do Departamento de DSTs, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde Fábio Mesquita.
John Brooks, do centro de controle de doenças do governo americano em Atlanta, conversou com o Bem Estar para esclarecer dúvidas sobre a transmissão sexual do vírus da zika.
 
“Sabemos que o vírus da zika é transmitido pelo sêmen. Por isso, para proteger as mulheres grávidas recomendamos abstinência sexual durante toda a gravidez ou o uso correto e constante do preservativo. Já se sabe que o vírus permanece no sêmen por pelo menos dois meses. Por garantia, recomenda-se a precaução por um tempo três vezes maior, ou seja, seis meses”. Brooks ressalta que ainda se sabe muito pouco sobre a zika. Essas recomendações são provisórias, até que se entenda mais sobre a transmissão.
Vírus da zika
Assim como os vírus da dengue e do chikungunya, o vírus da zika também é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Os principais sintomas da doença provocada pelo vírus da zika são febre intermitente, erupções na pele, coceira e dor muscular. A evolução da doença costuma ser benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente em um período de 3 até 7 dias. O quadro de zika é muito menos agressivo que o da dengue, por exemplo.

Santa Casa no Pará nega atendimento a gestante soropositiva, denuncia família. Hospital responde as acusações



Uma jovem de 24 anos, soropositiva e moradora no município de Marituba, região metropolitana de Belém (PA), está prestes a dar a luz ao seu terceiro filho. Porém, o que era para ser um momento feliz está se tornando uma angústia para a futura mãe, segundo publicado pelo site do jornal “Diário do Pará”.
Segundo um familiar, em contato com a reportagem do DOL, ela já teria ido duas vezes até a Santa Casa de Misericórdia, em Belém, para tentar ser atendida, conforme indicação do médico que a acompanhou durante o pré-natal, mas a paciente não conseguiu ser atendida.
Chegando lá, no entanto, ela foi informada que não poderia ser internada devido a falta de alguns documentos. A família acredita se tratar, no entanto, de um caso de preconceito e até de estrutura para atender a gestante. "A data prevista para nascimento era o dia 5 de maio. Porém, eu preciso ser internada antes para passar por todos os procedimentos médicos e não correr o risco de infectar a minha filha com o HIV", contou.
"Eu perguntei para uma médica que se não desse tempo de fazer a cirurgia e por um acaso viesse a ter parto normal, se minha filha poderia contrair o vírus e ela, na mesma hora, disse na minha cara que sim. Estou desesperada. Cadê o bom atendimento que disseram que eu teria quando procurasse a unidade?", disse indignada.
A família também teme que a criança seja infectada pelo vírus ou, ainda, que outra complicação ocorra devido a demora no atendimento.
Em nota, a Fundação Santa Casa disse à reportagem do DOL que "é uma maternidade referência em gestação de alto risco e atende gestantes portadoras do vírus do HIV". A fundação disse, ainda, que "em nenhum momento foi negada internação a paciente". "Se a mesma foi orientada a procurar o hospital ao completar as 39 semanas na segunda-feira (25), a paciente será atendida e o parto realizado", completou a Santa Casa.

Um ano do Lá Em Casa: Usuários do projeto celebram data com passeio turístico

Centro de reabilitação física e de convivência para pessoas vivendo com HIV/aids, o projeto Lá em Casa, idealizado por Roseli Tardelli, diretora da Agência de Notícias da Aids, está fazendo um ano nesta segunda-feira (25). Para comemorar as vitórias conquistadas até aqui, alunos, coordenadores e instrutores do projeto celebraram a data com um longo passeio turístico, provando que é possível, com o auxílio dos exercícios físicos, viver com HIV de forma mais saudável, com muito mais qualidade de vida.


“Convivendo um ano com as pessoas do projeto e vivendo com HIV há 20, vejo que uma das maiores dificuldades dos portadores é a convivência social. Então, propor uma visita a um lugar onde ainda não se foi é uma forma de viver fora da caixinha da aids”, explicou Silvia Almeida, coordenadora do projeto, no trem rumo à Paranapiacaba, vila turística com aura inglesa, no município de Santo André, rodeada pela Mata Atlântica.
Num clima animado, de amigos ansiosos em passear juntos, os usuários do Lá Em Casa se encontraram às 7 horas, na Estação da Luz, centro de São Paulo.  Entre atrasados e pontuais, a expectativa era uma só: ter um dia diferente, divertido e entre amigos.


Às 10h30, eles chegaram à vila. Por ser feriado, o lugar estava cheio, mas acolhedor. Na parada para tomar café da manhã, a refeição foi compartilhada. Cada um preparou e levou algo para dividir com o outro, e assim foi nas refeições seguintes. Durante o resto do dia, eles passearam pela vila, andaram de trenzinho (foto abaixo), aproveitaram a música ao vivo que tocava na feirinha e celebraram a amizade construída nesse primeiro ano juntos.
“Foi um dia maravilhoso e diferente. Espero que tenha outros! O projeto pra mim é mais do que fazer exercícios físicos, que, sem dúvida, são ótimos para a saúde. Mas lá temos a oportunidade de conhecer pessoas especiais, guerreiras e acima de tudo vencedoras”, disse uma das alunas.


Reinaldo Sobrinho, educador físico do projeto, destacou que atividades como o passeio à vila proporcionam mais qualidade de vida e inclusão. “É ótimo também ver todos felizes, planejando mais dias como este.”
Uma outra usuária comentou que o dia fora do projeto dava ao grupo a oportunidade de se conhecerem melhor num clima diferente e com  brincadeiras. “Espero que tenhamos mais encontros agradáveis assim.”


Superações
Dalva tinha muitos motivos para celebrar o aniversário do Lá em Casa. Aos 63 anos, contou que há dois fez duas cirurgias na coluna, onde colocou pinos. Por conta disso, sentia dores diariamente. “O médico me disse que não tinha mais o que fazer, além de tomar remédios”, contou Dalva. “Mas a dor não passava. Foi quando ele disse para eu fazer exercícios físicos”.
Desde a indicação médica, foi um ano de dores, quase sem sair de casa, pois ela não podia pagar fisioterapia ou academia. “Eu fui levando a vida com dor, andava 10 metros e precisava parar para descansar. Até que conheci o Lá Em Casa. Os professores [além do Reinaldo, tem o André Soares] são especialistas e têm muito carinho por nós. Vou lá todos os dias e, além de fazer os exercícios, a gente toma um cafezinho, troca ideias sobre tudo, inclusive sobre medicação e médicos”, contou Dalva.
A luta de Mara (nome fictício), não foi muito diferente da maioria dos alunos que frequentam o projeto. No entanto, ela enfrentava uma terrível depressão, já tentou contra a própria vida e se isolou da sociedade. Desde que descobriu sua sorologia, em 2005, não aceitava o diagnóstico, desenvolveu doenças oportunistas e ficou em coma por quase um mês.
“Eu nem saía de casa, passei por muita coisa até conhecer o projeto. Lá, além de cuidar da minha saúde, eu fiz amigos e melhorei do quadro de depressão profunda. Quando minha nutricionista indicou o Lá Em Casa, eu não queria, achei que ia me expor, mas foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida”, contou Mara.

*Os nomes e as imagens dos alunos foram preservados a pedido deles.
** Fotos 1,2 e 4: Daiane Bomfim

Serviço
Projeto Lá Em Casa -- Saúde, Arte, Bem-Estar e Cidadania,
Rua Serra Azul, 74, Casa Verde, zona norte de São Paulo.
O número 156 da Prefeitura de São Paulo informa qual é o melhor trajeto e a condução para chegar ao Lá Em Casa.
Inscrições: reinaldo_sobrinhos@hotmail.com

domingo, 24 de abril de 2016

ENEN 2016 - ATREVIDA INFORMA


Nome Social
Travestis e transexuais que pretendem ser identificados pelo nome social devem fazer a inscrição normalmente, no período estabelecido no edital, de 9 a 20 de maio. Entretanto, para usar o nome social, precisam encaminhar cópia de documento de identificação, foto recente e formulário disponível on-line, preenchido, entre os dias 1º e 8 de junho próximo, pelo sistema, na Página do Participante.Fique atento ao período de inscrições. Você pode se inscrever no Enem 2016, exclusivamente pela internet, das 10h do dia 9 de maio de 2016 às 23h59 do dia 20 de maio de 2016.

Mantenha seus dados de contato (email e telefone) atualizados. O Inep poderá enviar informações importantes sobre o exame. As comunicações são feitas pelos contatos informados na inscrição.
Qualquer alteração nos dados cadastrais, opção de cidade de provas ou de língua estrangeira serão permitidas apenas durante o período de inscrição.
Se você precisar de atendimento especializado e/ou específico, nos dias de realização do exame, lembre-se de fazer a solicitação no ato da inscrição.
IMPORTANTE
Os participantes que necessitarem de atendimento especializado para autismo, dislexia, déficit de atenção, discalculia, deficiência intelectual ou outro atendimento deverão enviar documento comprobatório, no qual conste o CID-Cadastro Internacional de Doenças, por meio da Página do Participante, de 1º a 8 de junho de 2016.
baixe o edital: http://download.inep.gov.br/educacao_basica/enem/edital/2016/edital_enem_2016.pdf

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