quinta-feira, 24 de março de 2016

Unaids, governo e sociedade civil preparam relatório sobre avanços do Brasil na luta contra o HIV


Na última semana (17), o Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids) e o Ministério da Saúde do Brasil se reuniram com membros da sociedade civil e pesquisadores para preparar um relatório que avalia os avanços do país no combate à epidemia.
O documento é a contribuição brasileira ao relatório anual do organismo da ONU que analisa a implementação da Resposta Global à Aids através de informações disponibilizadas por 180 dos 193 Estados-membros.
A realização dessas avaliações foi instituída pela última Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre HIV/AIDS, organizada há cinco anos.
Em 2016, um novo encontro da Assembleia está previsto para ocorrer dos dias 8 a 10 de junho. O evento vai reunir delegações dos países para que novos compromissos e estratégias globais sejam elaborados com o intuito de garantir o fim da epidemia até 2030.
Durante a reunião, especialistas, representantes das Nações Unidas, de associações e do governo apresentaram e discutiram os indicadores atuais de HIV no Brasil. Os progressos e obstáculos do país na luta contra o vírus entre 2015 e 2016 também foram debatidos.
“Este é um processo muito importante em nível global: é a partir dele que os países relatam os seus desafios e êxitos”, destacou a diretora do Unaids no Brasil, Georgiana Braga-Orillard.
“Apesar de bastante extenso e complexo, dedicamos especial atenção e carinho a essa consulta com a participação de atores não governamentais, porque ela é a medida global da epidemia, hoje”.
Outros temas incluíram o histórico de 30 anos do Brasil no combate ao HIV e à aids, os avanços da Resposta Global e a importância da Declaração Política que deve ser concebida ao final da próxima Reunião de Alto Nível sobre HIV/AIDS.
Essas Declarações são consideradas fundamentais, pois têm sido, historicamente, a principal base para programas mundiais de resposta à epidemia, capazes de promover conquistas significativas, como a já alcançada meta 15 por 15, que previa a disponibilização de tratamento para 15 milhões de pessoas até 2015.
Entre os presentes no encontro, estavam técnicos do Departamento de DST/AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde brasileiro, representantes do Centro de Controle de Doenças (Center for Disease Control – CDC) do governo norte-americano e organizações da sociedade civil, como a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), a Central Única de Trabalhadoras e Trabalhadores Sexuais (CUTS) e a Rede Brasileira de Redução de Danos (REDUC), entre outras.

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