“Bohemian Rhapsody”, uma das canções mais conhecidas da banda Queen, foi lançada dia 31 de outubro de 1975. É considerada uma das melhores canções de todos os tempos, já vendeu mais de 2,4 milhões de cópias no Reino Unido, 3,8 milhões nos EUA, e já chegou ao topo das paradas duas vezes, em décadas diferentes. E no entanto o significado de sua letra, que à primeira vista parece uma composição surrealista, permanece um mistério. Até agora.
Lesley-Ann Jones, biógrafa de Freddie Mercury, afirmou ao jornal britânico The Daily Mail que o clássico é uma confissão cifrada da homossexualidade do autor. A autora afirma ter conversado com Jim Hutton, namorado de Mercury, depois da morte do astro pop, sobre sua teoria de que “Bohemian Rhapsody” seria uma maneira do vocalista do Queen sair do armário. Hutton teria dito: “Você tem razão. Freddie nunca admitiria isso publicamente, porque ele tinha que manter a farsa sobre ser hétero para sua família. Mas nós conversamos sobre isso várias vezes. [‘Bohemian Rhapsody’] era a confissão de Freddie. Sobre como sua vida poderia ter sido diferente. Como ele poderia ter se sentido mais feliz, se pudesse ser ele mesmo. O mundo ouviu uma obra-prima de imaginação. A canção é tão complexa, e possui tantas camadas, mas sua mensagem é simples. ‘Bohemian Rhapsody’ é Freddie como ele realmente era.”
O letrista sir Tim Rice, co-autor de obras musicais como Jesus Christ Superstar,Evita, A Bela e a Fera, O Rei Leão e a nova versão de Aida, era amigo de Freddie Mercury e concorda com a explicação. “Já conversei com Roger Taylor [baterista do Queen] sobre isso, e a canção tem uma mensagem muito clara. Freddie estava admitindo que era gay.”
“No verso ‘Mama, I just killed a man’ (‘Mãe, acabei de matar um homem’), ele matou o antigo Freddie, a imagem que tinha de si mesmo”, explica Rice. “Em ‘Put a gun against his head, pulled my triger, now he’s dead’ (‘Coloquei uma arma contra sua cabeça, puxei o gatilho, agora ele está morto’), o homem heterossexual que ele era está morto. Ele destruiu o homem que tentava ser, e agora ele tem que tentar viver com o novo Freddie.”
“‘I see a little silhouetto of a man’ (‘Vejo a pequena silhueta de um homem’) mostra ele, ainda sendo assombrado pelo que fez, e o que ele é”, completa o compositor. “Cada vez que escuto a música, imagino Freddie Mercury tentando se livrar de sua antiga identidade e aceitar a nova – mesmo depois de tantos anos. Você acha que ele conseguiu? Acho que ele estava indo bem.”
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