Foto: AFP
Um juiz decidiu, nesta quarta-feira, contra um casal gay no primeiro caso de união homoafetiva da China. O caso atraiu centenas de simpatizantes ao tribunal e vinha sendo visto como um momento histórico para o movimento emergente de direitos LGBT do país. O tribunal na cidade central de Changsha dissolveu o processo movido pelo casal contra o departamento de assuntos civis local por lhes negar um certificado de registro de casamento.
O advogado do casal, Shi Fulong, disse que já esperava que o juiz decidiria contra, mas lamentou: "Isso vai contra o espírito das leis da República Popular da China das pessoas", disse Shi.
Um dos autores do processo, Sun Wenlin, disse que vai apelar até esgotar todas as opções legais.
A ação ocorre em meio a crescente sensibilização para as questões lésbicas, gays, bissexuais e transexuais na China, onde a sociedade e o governo têm, geralmente, reprovado expressões não tradicionais de gênero e sexualidade.
A China não reconhece legalmente o casamento do mesmo sexo, e funcionários do governo central disseram que não vêem a lei mudar no futuro próximo.
Sun, seu parceiro, Hu Mingliang, e o advogado entraram no tribunal Furong Distrital de Changsha nesta quarta-feira em meio a aplausos de cerca de 300 manifestantes, alguns dos quais tinham esperado do lado de fora desde 5h (horário local) ou viajaram durante a noite de províncias vizinhas. Funcionários judiciais permitiram entrada a cerca de 100 espectadores.
De acordo com Sun, a polícia local chegou a visitá-lo em seu apartamento para tentar disuadi-lo de prosseguir o processo, mas saiu depois de ele reiterou sua determinação de prosseguir com o caso.
"Eu espero que eu possa abrir caminho tão longe e amplo quanto possível para que as pessoas que querem fazer o mesmo vejam o quanto temos tentado e que possibilidades podem haver," disse Sun à Associated Press em entrevista antes da audiência.
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