sábado, 9 de abril de 2016

Grupo LGBT apresenta projeto de lei no Senado que crinimaliza homofobia

Sem apoio político, militantes da população LGBT recorreram ao Senado para propor um projeto de lei que criminalize a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, equiparando ao crime de racismo. Para que a ideia seja avaliada pela a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, e tramite formalmente na Casa, é preciso ter no mínimo 20 mil assinaturas de apoio. A proposta foi entregue em fevereiro.
De acordo com o presidente da ACLGBT (Associação Ceilandense de Lesbicas Gays, Bissexuais, travestis e Transexuais), Allysson Prata, um relatório de 2013 apontou que são feitas cinco denúncias por dia de crimes cometidos contra LGBT, e que, recentemente, houve um aumento de violência em 166% em relação aos últimos quatro anos. "Nós não temos nenhuma lei que criminalize a homofobia e a transfobia. O que queremos é dar um basta nessas agressões que, muitas vezes, resultam em mortes”, explica o presidente.
Em 2006, a deputada do Partido dos Trabalhadores (PT), Iara Bernardi, propôs na Câmara o Projeto de Lei 122, que criminaliza a homofobia, mas, sem avaliação, o projeto está arquivado. Se aprovado, alteraria a Lei do Racismo para incluir essas discriminações no conceito legal de racismo. Apesar de as duas propostas terem semelhanças, a última que foi elaborada depende primeiro do Senado, que permite a participação popular. Ou seja, qualquer cidadão pode contribuir com a função legislativa da Casa, desde que tenha um número suficiente de pessoas que estejam de acordo.
Se aprovada pelo o Senado, o projeto segue para a Câmara dos Deputados. “A Câmara tem uma bancada extremamente conservadora e por isso contamos com o movimento social para não perdemos as forças”, diz Allysson. “Nós temos um governo que tem intenção de colocar isso em prática, mas devido ao conservadorismo do poder legislativo, a situação fica estagnada”, completa.
O número de pessoas que apoiam a iniciativa já chega a mais de 16 mil, o que atende as expectativas dos idealizadores. “Fizemos várias publicações nas redes sociais e a repercussão está muito boa, estamos recebendo um grande apoio da sociedade. Precisamos de no mínimo 20 mil assinaturas até o dia 30 de junho e, certamente, iremos ultrapassar esse número."

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