Imunização começa nesta segunda-feira (11). Pessoas com HIV devem ser vacinadas a partir do dia 18
A campanha de vacinação contra a gripe foi antecipada para segunda-feira (11), na cidade de São Paulo. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) o objetivo é reduzir os casos de complicações e óbitos causados pela doença no público-alvo, que representa aproximadamente 3,2 milhões de pessoas.
Seguindo a ordem de grupos prioritários, o calendário segue como nos anos anteriores. Na próxima segunda-feira (11), idosos, indígenas, gestantes e crianças de seis meses a menores que cinco anos começam a ser vacinados.
A partir do dia 18, é a vez das mulheres que tiveram bebês nos últimos 45 dias e pessoas com doenças crônicas. Neste último grupo estão inseridas as pessoas vivendo com HIV.
A coordenadora de imunização do município de São Paulo, Maria Lígia Nerger, explica que, para todos os grupos prioritários, a vacina é uma eficaz aliada na redução de riscos de complicações causadas pelo H1N1. “No caso das pessoas com HIV, a gripe pode evoluir rapidamente para uma pneumonia viral ou bacteriana, isso pode levar de uma internação ao óbito. Por isso, é importante essa imunização”, diz a coordenadora.
Todas as unidades de saúde da cidade disponibilizarão a vacina para os grupos prioritários. Segundo Maria Lígia, as pessoas que se encaixam nesses grupos, devem apresentar algum comprovante, como uma guia ou uma receita médica. “Já os soropositivos contam também com a opção de serem imunizados nas unidades e centros especializados com sala de vacinação. Os usuários podem procurar essas unidades, mas ele pode ser imunizado em qualquer unidade de saúde, basta levar o comprovante”, afirma Maria Lígia.
A síndrome se caracteriza por febre, tosse e desconforto respiratório. “A vacina é o principal meio de prevenção, mas ações rotineiras como lavar as mãos com frequência; cobrir o nariz e a boca ao espirrar ou tossir, com um lenço descartável, na falta do lenço, usar o antebraço; manter os ambientes arejados, com portas e janelas abertas, sempre que possível; e não tomar medicação sem a orientação de um médico são medidas simples que ajudam na proteção”, explica a coordenadora municipal.
Segundo a SMS, a vacina, além de proteger contra a gripe, reduz o risco de complicações respiratórias e pneumonia. São necessárias duas semanas para início da proteção. Adultos, inclusive gestantes, devem tomar uma dose. Ao receberem a vacina pela primeira vez, crianças de 6 meses a menos de 5 anos devem receber duas doses com intervalo de 30 dias entre elas.
Até o momento, foram registrados 444 casos de síndrome aguda respiratória grave por influenza A (H1N1) em todo o Brasil, sendo 71 mortes, de acordo com o Ministério da Saúde. O maior número de casos foi registrado em São Paulo, com 55 óbitos. No ano passado inteiro, foram 36 mortes por H1N1 no país, noticiou a EBC.
Na rede pública as vacinas são trivalentes e protegem contra os vírus H1N1, H3N2 e o tipo B. Na rede privada, estão disponíveis também as vacinas quadrivalentes, com cepas para um outro tipo de gripe b, que circula nos Estados Unidos.
No restante do país, a campanha contra e influenza começa no dia 30 de abril e vai até o dia 20 de maio.
Nenhum comentário:
Postar um comentário