Hoje, damos sequência à homenagem às mães, que começamos na sexta-feira (6). Na verdade, a homenagem é feita pelos filhos de mulheres com destaque na luta contra a aids, que assinam textos falando delas ou, simplesmente, declarando seu amor. Como na matéria anterior, nesta todos também revelam os sentimentos de orgulho e admiração pelas mães. “Você é um exemplo de pessoa”, escreveu Raphael Khoury Gregorio, filho da infectologista Zarifa Khoury. “Quando criança, cheguei a ficar chateada por ela não ser como as outras mães. Em contrapartida, sempre achei super legal o trabalho dela de cuidar de tantas outras crianças, que ia muito além da medicina”, disse Marina, filha da também infectologista Marinella Della Negra. E tem até um depoimento de uma afilhada...
“Tenho orgulho desse seu jeito de querer sempre ajudar o próximo”
“Mãe, você é um exemplo de pessoa: carinhosa, sempre preocupada com o próximo, companheira e dedicada. Quero aproveitar esse Dia das Mães para dizer que te admiro muito! Te amo! Feliz Dia das Mães! Ah, eu tenho orgulho de você, desse seu jeito de querer sempre ajudar o próximo, de sempre estar preocupada com o outro. Apesar disso, nunca pensei em fazer medicina, porque vi que você teve de abrir mão de muito tempo com a família por conta da profissão.”
Raphael Khoury Gregorio
“Mãe, muitas felicidades neste dia especial. Pena não poder estar aí para comemorarmos todos juntos. Mas você sempre está no meu coração. Estou com muitas saudades.”
Beijos, Dani
“Mais tarde, entendi que ela estava escrevendo a história de uma epidemia”
Marina é infectologista como a mãe, Marinella Della Negra, médica famosa pelo trabalho com aids infantil no Hospital Emílio Ribas, desde os primórdios da epidemia. Veja como a mãe a inspirou.
“Falar da minha mãe? Primeiramente é muito difícil falar ‘minha mãe’ quando se trata de Marinella! Quando pequena, nos anos 80, em alguns momentos, pedi pra ela fazer algumas coisas de ‘mãe’, que ela não tinha tanta habilidade, como costurar roupas, fazer trabalhos de artes .... e cheguei até a ficar chateada por ela não ser como as outras. Em contrapartida, sempre achei superlegal o trabalho dela de cuidar de tantas outras crianças, que ia muito além da medicina, e me lembro de estar com essas outras crianças em diversos momentos. Um pouco mais tarde, passei a entender que a ausência da minha mãe tinha um propósito muito maior que pagar as contas da família. Ela estava escrevendo a história de uma epidemia e ajudando a mudar o curso de tantas vidas, que tiveram possibilidade de futuro graças aos seus cuidados. Hoje, devido a imensurável admiração que tenho por essa mulher, tento seguir seu exemplo, me tornei infectologista e já tive o prazer de ouvir de vários pacientes (que foram "criados" por ela) o quanto eles são gratos a tudo que ela fez por eles e de descobrir que não foi somente com os três filhos biológicos que ela foi dura, exigente, preocupada e acima de tudo com o maior coração que uma pessoa pode ter. Ela hoje é referência de mulher, de profissional, de caráter não só para esses inúmeros filhos mas também para a medicin. E, para mim, ela define exatamente o que a palavra MÃE deve significar!”
“Com a Roseli, aprendi que luta e leveza podem caminhar juntas”
Não é uma filha biológica mas é uma afilhada que sempre foi considerada filha pela madrinha, ninguém menos que Roseli Tardelli, diretora da Agência de Notícias da Aids. O amor entre elas é recíproco, como mostra a psicóloga Júlia Weiss, no depoimento a seguir. Leia e veja por que decidimos chamar a Júlia para fazer essa surpresa para Roseli:
Júlia Weiss
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