A diretora Adele Benzaken apresentou, durante a 122ª reunião da Cnaids (Comissão Nacional de DST, Aids e Hepatites Virais), resumo dos trabalhos desenvolvidos à frente do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. O encontro aconteceu na quinta-feira (6) em Brasília. A Cnaids é a principal instância de participação da sociedade civil na elaboração da resposta aos três agravos no país (aids, DSTs e hepatites virais). “Iniciamos este encontro com a boa notícia da aprovação do novo PCDT (protocolo clínico de diretrizes terapêuticas), que representa uma conquista do Departamento e da sociedade civil para o tratamento da hepatite no Brasil”, afirmou a diretora. Adele Benzaken reforçou que há menos de um mês já aconteceram reuniões para também rever o PCDT da hepatite C no país. Esta foi a primeira reunião do Cnaids com a diretora Adele Benzaken à frente do Departamento, desde que assumiu, em junho de 2016.
A diretora do Departamento também destacou o anúncio da aquisição de mais de 30 mil tratamentos, feito durante o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais (28 de julho), além dos dados atualizados de 32.614 pessoas atendidas pela compra de medicamentos desde outubro de 2015. “São avanços que mostram o nosso empenho em melhorar o atendimento e o tratamento aos pacientes no serviço público de saúde”, disse.
Adele Benzaken apresentou, dentre os feitos, o avanço no número e na procura pela testagem; a distribuição e a realização dos testes rápidos; as oficinas das redes de jovens; a elaboração de Manual de Diagnóstico da Sífilis; os projetos de cooperação, tais como o Programa de Cooperação Técnica Brasil-França em DST/HIV/aids/Hepatites Virais; a implantação da PrEP para adolescentes e adultos; o GAP de Tratamento; a Reunião do GT de Vinculação e Retenção das pessoas vivendo com HIV/Aids no sistema público de saúde; GT de Prevenção HIV/Aids e IST; reunião dos CTAS ; novo tratamento para pacientes com o HIV no SUS; as campanhas de aproximação com a sociedade civil tais como a Close Certo e a #euabraco (esta durante as Olimpíadas e Paralimpíadas) e a distribuição de camisinhas durante os Jogos Rio 2016.
“Ainda temos muitos desafios pela frente, mas buscamos, diante das dificuldades e também do apoio que temos da sociedade civil e do empenho do Ministério da Saúde, manter o Brasil na vanguarda da atenção aos pacientes com HIV/aids, outras DSTs e hepatites virais”, destacou a diretora Adele Benzaken.
Na segunda parte do 122ª Cnaids, o diretor-adjunto do Departamento, Marcelo Freitas, apresentou as mudanças na terapia antirretroviral e falou da incorporação da PrEP no SUS. Ao longo da sua explanação, ele detalhou todo o encaminhamento desde as discussões para a formulação das propostas nas reuniões com comitês técnicos até a aprovação pelo Conitec. “Nosso objetivo é o de sempre: colocar mais gente em tratamento, independentemente de metas como a 90-90-90, que é interessante, mas quanto mais pacientes forem atendidos e acompanhados, melhor será para nossa luta contra o HIV/aids”, afirmou Freitas.
O crescimento da sífilis e a urgência de combater a doença e decifrar o motivo do aumento de casos em recém-nascidos, que em algumas regiões supera os registrados na gravidez, foram assuntos debatidos durante a tarde.
“Precisamos ver se não estamos submetendo muita criança ao tratamento da sífilis desnecessariamente”, disse a diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Adele Benzaken. “A situação da sífilis congênita é grave em todo o Brasil, mas muito mais no nordeste.”
Uma das preocupações dos participantes foi se haverá risco de voltar a faltar penicilina – a benzatina (para adultos) e a cristalina (infantil) – como aconteceu esse ano, quando os serviços ficaram sem o medicamento.
Adele Benzaken respondeu que não faltará. “Ainda há reserva da compra que o Ministério da Saúde fez para durar seis meses. Então, vai dar tempo de fazer nova aquisição, se necessário for.”
A campanha das hepatites C, com depoimentos de pacientes que alcançaram a cura graças aos novos medicamentos, foi mostrada na reunião e citada como fonte de inspiração para se fazer uma, na mesma linha, de combate à sífilis.
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