A realização de exames de carga viral para pacientes com HIV está reduzida desde julho no Amapá devido à falta de kits para o procedimento, que são distribuídos pelo Ministério da Saúde (MS). O teste é essencial para verificar se o tratamento contra a doença está fazendo efeito no paciente, que precisa realizá-lo pelo menos seis vezes por ano.
De acordo com a Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS), o MS informou que a licitação para aquisição do material foi realizada em julho, porém um atraso no processo causou a demora na distribuição para os estados. Mas, a previsão é que os kits cheguem até o fim de agosto.
A biomédica da SVS, Ivna Lopes, completa que estão sendo priorizados os exames de mulheres grávidas, crianças até 18 meses e pacientes que recentemente foram diagnosticados com HIV. Apesar dos kits não estarem sendo enviados, a coleta de sangue dos pacientes está sendo feita. Só com a chegada do material vai ser possível produzir os resultados.
"A distribuição vai iniciar a partir da segunda-feira, proque os kits são importados e precisam seguir um trâmite para entrada no país. Essa situação repercutiu em todo o Brasil e por isso tivemos que adotar as medidas de prioridades. Agora estamos aguardando normalizar para a realização dos exames, e a previsão é que seja a partir do fim de agosto", destacou.
A presidente da Associação de Amigas e Mulheres Amapaenses Posithivas (Amaph), Márcia Pinheiro, informou que a entidade vem recebendo reclamações de pacientes que não conseguiram fazer os exames devido à falta dos kits.
“Recebemos muitas ligações de pacientes que querem fazer o exame, mas não estão conseguindo. Está dificil a situação, pois nós pacientes ficamos à mercê da sorte. Muitas pessoas estão sendo notificadas com HIV no estado. O exame é o primeiro passo para o tratamento do vírus HIV", destacou.
Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que começou a distribuição dos kits nesta semana e que mais de um milhão e meio de materiais serão entregues a todos os estados. A quantidade é suficiente para abastecer a rede pública por dois meses e que, em agosto, o Ministério deve mandar mais uma remessa que, somada a primeira, deve normalizar os estoques no país.
Fonte : G1
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