quinta-feira, 4 de maio de 2017

Windows 10 Creators Update ganha bandeira LGBT e mais emoijs novos no PC



Uma atualização do Windows 10 Creators Update trouxe um conjunto maior de emojis para os usuários. Entre as figuras adicionadas estão a bandeira arco-íris LGBT, diversas profissões novas — com versão feminina e masculina — e a possibilidade de combinar diversos tipos de casais com gênero e tons de pele diferentes. Ao todo, foram adicionados 482 símbolos novos, incluindo 288 variações para casais.
A mudança começou em abril — e chega aos poucos para todos no Creators Update — e aplica as definições implementadas pelo Unicode em novembro de 2016. Além dos emojis novos, alguns dos símbolos já existentes ganharam versões masculina ou feminina e receberam mudanças visuais e outros ajustes.
Apesar de ter recebido o suporte, o teclado do Windows 10 ainda não foi atualizado para inserir os emojis em todos os PCs. Isto significa que o usuário que deseja usá-los no computador, precisa copiar e colar o símbolo da web ou utilizar um aplicativo de terceiros, caso não queira aguardar um update de software.
As combinações para os emojis de casal permitem que as pessoas aproveitem a variedade de rostos, tons de pele e cabelo para representar de forma mais fiel seu companheiro (a). O número de variações do símbolo presente no Windows é o maior entre todas as plataformas que usam o sistema Unicode de emojis.
Outras inclusões são emojis relacionados a 16 profissões diferentes, como cozinheiros, artistas, professores, entre outros. Todas as figuras estão disponíveis na versão para homens e mulheres, e com pelo menos três tons de pele.

Fonte : G1

Merkel pressiona Putin por direitos dos homossexuais na Chechênia



A chanceler alemã, Angela Merkel, pediu ao presidente russo, Vladimir Putin, que ajude a proteger os direitos dos homossexuais na Chechênia. Ativistas locais dizem que a polícia matou ao menos três pessoas, além de prender e torturar dezenas em uma ofensiva antigay. Merkel levantou a questão durante sua primeira visita à Rússia desde 2015.
O presidente da Chechênia, Ramzan Kadyrov, conta com apoio do Kremlin e tem um amplo histórico de violações de direitos humanos. Ali Karimov, porta-voz do presidente, afirmou que não existem homossexuais na região, que é de maioria islâmica, e por isso é impossível perseguir aqueles que não existem.
Na segunda-feira, cerca de 18 militantes da comunidade LGBT (lésbicas, gays, transsexuais e bissexuais) foram presos em São Petersburgo enquanto protestavam contra a perseguição de homossexuais na Chechênia.
As relações entre a Alemanha e a Rússia têm sido tensas desde a crise na Ucrânia. A chanceler alemã aproveitou sua visita para abordar com Putin a garantia de um cessar-fogo no país vizinho, mas o chefe do governo russo culpou Kiev pelo fracasso dos acordos de paz entre as tropas ucranianas e os separatistas pró-russos do Leste do país.
O encontro entre os dois líderes mostra o indício de uma tentativa de reativar o diálogo entre Berlim e Moscou. Durante a entrevista coletiva, os líderes também tocaram em assuntos como o uso de armas químicas na Síria, a crise na Ucrânia e a intervenção russa em outros países.
Ao ser questionada sobre a possível influência russa nas eleições na Alemanha, a chanceler afirmou não estar preocupada. Já Putin negou que a Rússia interfere na política de outros países. Segundo o chefe de Estado russo, as acusações de intromissão nas eleições presidenciais americanas são rumores.
"Nós nunca interferimos na vida e nos processos políticos de outros países e não queremos que ninguém interfira na nossa vida política e nos nossos processos de política externa", disse.
Putin, por sua vez, condenou o uso de armas químicas e afirmou que quer uma investigação completa e imparcial sobre o ataque na Síria do último mês.
"Os culpados devem ser encontrados e punidos. Mas isso só pode ser feito após uma investigação imparcial", afirmou Putin. "Uma solução na Síria só pode ser encontrada de maneira pacífica e sob a égide das Nações Unidas."
Após o encontro com Merkel, Putin vai receber na mesma cidade o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, cujas relações com a Alemanha também se deterioraram nos últimos meses.
A visita de Merkel à Sochi tem como objetivo preparar o próximo G20, que acontecerá nos dias 7 e 8 de julho em Hamburgo, disse uma fonte do governo à AFP.
Na reunião do G20, Putin tem programado seu primeiro encontro com o novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nesta terça-feira, Trump e Putin conversarão por telefone pela terceira vez desde que o chefe da Casa Branca começou o seu mandato.
Na sua campanha eleitoral, Trump advogou por uma aproximação dos EUA com a Rússia, que ainda não aconteceu. Além disso, a tensão persiste após o recente bombardeio dos EUA contra uma base militar do regime de Bashar al-Assad, aliado de Moscou, em retaliação ao ataque químico.

Fonte : O Globo

Cai número de meninas imunizadas contra o HPV no Tocantins, destaca Agência Brasil



Desde 2014 a vacina contra o HPV é parte do calendário nacional. A imunização é altamente eficaz segundo o Ministério da Saúde e protege meninos e meninas contra quatro tipos de vírus responsáveis pelo surgimento de tumores cancerígenos.
A técnica da área de Imunização da Secretaria de Saúde do Tocantins Greicy Rivello destacou que a meta do governo estadual é diminuir a incidência dessas doenças.
Dados parciais da secretaria mostram que, em 2016, aproximadamente 16% das meninas tocantinenses foram imunizadas contra o HPV. Em 2017, apenas 5% do público-alvo recebeu as doses da vacina.

Fonte : Agência Brasil

Termina em 8 de maio o prazo para envio de trabalhos ao HepAids 2017



Os interessados em apresentar trabalhos no 11º Congresso de HIV/Aids e 4º Congresso de Hepatites Virais – Prevenção Combinada: Multiplicando Escolhas (de 26 a 29 de setembro, em Curitiba) têm até o próximo dia 8 de maio para submeter suas propostas à avaliação da comissão organizadora do evento. Os resumos devem ser cadastrados no formulário disponível no site do evento, no menu “Submissão de Trabalhos”.
Serão premiados os trabalhos aprovados nas categorias Melhor Trabalho Oral – HIV/aids (prêmio de bolsa-inscrição para participação em conferência de âmbito internacional relacionada à temática HIV/aids); Melhor Trabalho Oral – hepatites virais (bolsa-inscrição para participação em conferência de âmbito internacional relacionada à temática hepatites virais); Melhor Pôster – HIV/aids (bolsa-inscrição para participação em conferência de âmbito nacional relacionada à temática HIV/aids); Melhor Pôster – Hepatites Virais (bolsa-inscrição para participação em conferência de âmbito nacional relacionada à temática hepatites virais). A premiação é válida somente para o(a) autor(a) principal dos trabalhos selecionados e não poderá ser transferida aos coautores(as).
Serão aceitos resumos somente via online e em língua portuguesa e há dois formulários para redação dos trabalhos (relato de pesquisa e relato de experiência). Existem várias categorias e subcategorias para a submissão dos trabalhos, não sendo permitido submeter o mesmo resumo para mais de uma categoria.
Os resumos devem ser registrados em apenas uma das modalidades de apresentação: pôster ou oral. Ao Comitê Científico fica reservado o direito de aceitar a escolha ou fazer uma nova proposta, de acordo com a relevância e adequação ao tema. A relação dos trabalhos aprovados será divulgada no site do evento, em data a ser informada posteriormente.

Fonte : Blog da Saúde

terça-feira, 2 de maio de 2017

BBC Brasil: Retirar camisinha sem consentimento no sexo gera debate sobre violência



Foi pouco antes do fim da relação sexual que a advogada carioca Priscila (nome fictício) percebeu que seu parceiro havia removido o preservativo sem avisá-la. O casal havia se conhecido semanas antes e concordado em fazer sexo protegido.
"Fiz um escândalo e minha reação inicial foi dar parte dele na delegacia. Além de irritada, fiquei muito triste com a desonestidade. Ele se justificou dizendo que ficou com medo de perder a ereção", conta ela à BBC Brasil.
Segundo a advogada, as semanas seguintes foram "tensas", à espera do resultado de exames médicos do parceiro. "Como se tratava de um parceiro casual, fiquei com medo de contrair alguma doença. Felizmente, nada aconteceu. Eu o perdoei e depois fiquei muito chateada comigo mesma porque encarei a situação como 'normal'. Acabei tendo de levar isso para terapia", acrescenta.
De tão frequentes, casos como o de Priscila tornaram-se objeto de pesquisa nos Estados Unidos e ganharam até um termo próprio em inglês –"stealthing" (de "stealth" ou furtivo), quando um dos parceiros remove o preservativo durante a relação sexual sem o consentimento do outro.
Um estudo recente publicado no periódico "Columbia Journal of Gender and Law", que trata de questões legais relativas a gênero, revelou que se trata de um "problema crescente" no país, e com maior incidência em casais heterossexuais.
"Entrevistas com vítimas indicam que a prática é comum entre jovens sexualmente ativos", diz a autora da pesquisa, Alexandra Brodsky, no estudo. "É terrível escrever sobre uma forma de violência de gênero pouco reconhecida e ouvir um coro de mulheres dizendo que passou por situações desse tipo", acrescenta ela.
Brodsky diz ainda que "além do medo de resultados negativos específicos como gravidez e ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis), todas as vítimas consideraram a remoção do preservativo sem seu consentimento como uma violação humilhante e desempoderadora do acordo sexual".
Violência sexual
O assunto chegou a levantar questionamentos sobre se a prática poderia ser considerada um crime sexual e, em última instância, estupro. No estudo realizado por Brodsky, uma das vítimas descreveu o "stealthing" como um "quase estupro". Outra chamou de "flagrante violação do que tínhamos concordado".
Alexandra Brodsky acredita ser necessária criação de legislação específica que coíba a prática e à qual as vítimas do "stealthing" possam recorrer. Em fóruns on-line nos Estados Unidos, homens incentivam uns ao outros a cometer a prática sob a justificativa de que seria direito deles "espalhar seus genes", acrescenta a pesquisa.
Para a advogada britânica Sandra Paul (na foto), especialista em crimes sexuais do escritório de advocacia Kingsley Napley, sediado no Reino Unido, quem faz o "stealthing" estaria "potencialmente cometendo um estupro".
Mas, de acordo com a lei brasileira, a prática não poderia ser considerada estupro, afirmaram especialistas ouvidos pela BBC Brasil. Isso porque, segundo o artigo 213 do Código Penal, estupro consiste em "constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso".
"Não existe essa previsão de 'furtividade' na nossa lei", explica o defensor público Saulo Brum Leal Júnior, da Assessoria Subdefensoria Institucional da Defensoria Pública do Rio Grande do Sul. "Para que um crime seja enquadrado como estupro, é preciso que o ato sexual tenha ocorrido mediante grave ameaça ou violência."
A defensora pública Arlanza Maria Rodrigues Rebello, coordenadora do Nudem (Núcleo de Defesa dos Direitos da Mulher) da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, concorda. Ela diz considerar que o "stealthing" não seria estupro, mas "uma deslealdade do relacionamento".
"O fato de tirar o preservativo sem a autorização da mulher, por si só, não significa que tenha ocorrido estupro porque não houve uso de violência ou ameaça para que a relação sexual fosse obtida. Seria uma deslealdade do relacionamento, como se a mulher, por exemplo, parasse de tomar pílula anticoncepcional e não avisasse ao parceiro", explica.
Para a advogada Ana Paula Braga, sócia da Braga & Ruzzi Sociedade de Advogadas e especialista na defesa dos direitos das mulheres, a remoção do preservativo seria, no aspecto moral, um estupro, "se formos partir da visão de que não houve consentimento quanto ao sexo desprotegido".
Assim como outros especialistas, ela ressalva, contudo, que, no aspecto legal, esse tipo de crime só ocorre se houver "violência ou ameaça". "Nosso direito penal é muito específico e, ainda que a interpretação da lei tenha mudado ao longo do tempo, não poderíamos considerar o "stealthing" como estupro se analisarmos friamente a letra da lei. De qualquer forma, trata-se de uma violência de gênero, pois o homem coloca o prazer dele acima da saúde da parceira", explica.
Braga diz já ter atendido uma cliente que passou pela situação, mas o caso não avançou porque os prazos legais já haviam se esgotado. Ela acrescenta que não há jurisprudência no Brasil, tampouco estatísticas oficiais sobre o assunto.
Mas, em janeiro deste ano, um homem foi condenado por estupro na Suíça depois de remover o preservativo sem o consentimento da parceira. A Justiça entendeu que a mulher teria recusado manter a relação sexual se soubesse que estava fazendo sexo desprotegido.
Alternativas legais
Embora acreditem que a prática não possa ser enquadrada como estupro, os especialistas afirmam que existem alternativas legais às mulheres que se sintam vítimas dessa situação.
Eles citam os artigos 130 (perigo de contato venéreo), 131 (perigo de contágio de moléstia grave) e 215 (violência sexual mediante fraude) do Código Penal brasileiro, uma vez que o sexo foi de forma desprotegida e não consensual.
Os especialistas dizem também ser possível entrar com uma ação cível, e não criminal, contra o acusado. "Seria uma ação reparatória pelo dano causado, como, por exemplo, uma gravidez indesejada", assinala Leal Júnior, da Defensoria Pública do Rio Grande do Sul.
Desafio
Braga ressalva, contudo, que, mesmo em casos de estupro, reunir provas é um "desafio" para as mulheres. Ela lembra que apenas 8% dos estupros se tornam efetivamente condenações.
"Crimes sexuais não deixam provas. Especialmente quando há violência psicológica. A maior parte dos estupros ocorre com um agressor que é conhecido da vítima", diz. "Mas isso não pode ser visto como um empecilho para as mulheres denunciarem", conclui.

Fonte : BBC Brasil

Grupo protesta em vila onde casal gay diz ter sido agredido; vizinhos negam



Um grupo de cerca de 20 pessoas fez um protesto nesta segunda-feira (1º) na porta de uma vila de casas no Andaraí, na Zona Norte do Rio, após um casal gay dizer que foi agredido por vizinhos, a quem acusam de homofobia. Com cartazes com dizeres contra o preconceito, os manifestantes promoveram um beijaço gay.
Flavio Miceli, de 60 anos, e Eduardo Michels, de 62, registraram queixa de agressão na 20ª DP (Vila Isabel), que investiga o caso. Eles dizem que ouviram que a vila "não é lugar de gay" e que cerca de 20 pessoas os agrediram durante uma festa na vila. Um vídeo gravado pelas vítimas mostra o que seria o início das agressões.
"Se vocês ficarem assim vão tomar porrada", diz um homem.
Em entrevista ao RJTV, Flavio narrou as agressões: “Me imobilizaram no chão e me deram chutes, xingando. Eu segurava a minha cabeça para eles não baterem muito na minha cabeça e eu fiquei atordoado. Eu fiquei tão atordoado que eu não conseguia nem entender o que estava acontecendo, de tanto levar soco na cabeça.” (...) “Eu acho um absurdo num Brasil como esse de hoje fazer uma maldade dessa. Dar surra em pessoas de bem que não fazem nada a ninguém.”
Vizinhos acusam casal de racismo
Os vizinhos negam as agressões. Em texto que circula por redes sociais, eles também fazem acusações e dizem que são frequentemente tratados com racismo pelo casal. Ao jornal “O Globo”, o subsíndico Jorge Acyr da Matta disse que o casal costuma desrespeitar seus parentes por serem negros.
"O meu erro foi não ter registrado injúria racial", disse o aposentado, que fez um abaixo-assinado para retirar Flavio e Eduardo da vila.
Desde o dia 24, o casal não consegue entrar na vila por que os vizinhos trocaram as fechaduras da entrada principal e não entregaram as chaves aos dois. Os vizinhos alegam que a fechadura foi trocada porque quebrou durante a chuva.
Flavio e Eduardo aguardam uma medida cautelar da Defensoria Pública para poder voltar para casa. Mas já decidiram: vão se mudar.
 

Fonte : G1

"Folha de S. Paulo": Operadoras de planos de saúde devem R$ 2 bilhões ao SUS



As operadoras de planos de saúde deixaram de pagar 51% dos recursos que, por lei, deveriam ser ressarcidos ao sistema público, segundo a ANS (agência reguladora). Desde 2000, o valor total cobrado foi de R$ 3,76 bilhões.
O pagamento se refere a pacientes que utilizam a rede pública para atendimentos que estão previstos na cobertura de seus planos de saúde.
O valor, porém, deveria ser maior, diz Paulo Hoff, diretor-geral do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira).
"[A fiscalização] não funciona bem, pouco é peneirado. Os convênios estão se beneficiando de dinheiro público."
A ANS afirma que todos os atendimentos informados pelo sistema do Ministério da Saúde são cobrados.
Além disso, o ressarcimento é calculado a partir da tabela do SUS, que está defasada, diz Luciana Sakamoto, do Pinheiro Neto. "Pode sair mais barato do que se a empresa pagasse o procedimento."
A maior parte das cobranças são questionadas judicialmente, afirma Pedro Ramos, diretor da Abramge, que representa as operadoras.
O argumento é que a regra fere a Constituição, que garante o acesso universal ao SUS. A jurisprudência, porém, tem sido favorável à ANS.
"Entende-se que o SUS pagou por um atendimento pelo qual a operadora já foi remunerada", diz Patrícia Helena Marta, do TozziniFreire.
Desde 2003, uma ação direta de inconstitucionalidade sobre a lei aguarda parecer do Supremo Tribunal Federal.
Operadoras de saúde se queixam de multas e não pagam 81% delas
Dos R$ 2,58 bilhões em multas aplicadas às operadoras de saúde entre 2012 e 2016, apenas 25,72% dos recursos foram pagos, segundo dados da ANS, agência reguladora do setor, que fiscaliza e efetua as cobranças.
O motivo da baixa arrecadação é que as empresas costumam contestar judicialmente as penalidades, sob a queixa de que o valor é excessivo.
A média das multas aplicadas em 2016 foi de R$ 91,5 mil, segundo a Abramge, associação de planos de saúde.
"A punição pelo atraso de um procedimento de R$ 80 é uma multa de R$ 80 mil. Essa desproporcionalidade não ocorre em nenhum outro setor", afirma Pedro Ramos, diretor da entidade.
Em geral, os juízes refutam o argumento das operadoras, pois os critérios para o cálculo da penalidade estão definidos de forma clara na regulamentação, diz Patrícia Helena Marta, do TozziniFreire.
A ANS reconhece que a cobrança pode ser desproporcional —o que pode ocorrer tanto para uma consulta barata como para procedimentos negados que têm um valor superior ao da multa, destaca.
Desde setembro de 2016, a agência tem feito reuniões para criar um modelo que individualize a cobrança e corrija eventuais distorções.
Minhas regras
As instituições que oferecem assistência médica a servidores públicos criaram o Conessp, um conselho do setor, para cobrar uma regulamentação específica para o segmento. A entidade terá órgãos em 12 Estados.
Eles funcionam como uma operadora de saúde, porém não respondem à ANS (agência de saúde suplementar), pois estão ligados aos governos estaduais.
Em geral, são autossustentáveis financeiramente, com a contribuição dos servidores, mas pode haver transferências dos Tesouros dos Estados, caso preciso.
"Não somos nem saúde suplementar, nem SUS. As regras são feitas por leis em cada região", diz Latif Abrão (na foto), presidente da associação e superintendente do Iamspe, instituto paulista do setor.
A associação também planeja unificar a compra de medicamentos e permitir o atendimento dos servidores entre os Estados. 13 milhões de beneficiários somam as instituições do Conessp
Depois de anos em queda, mercado de cigarros tem alta
A produção de cigarros no Brasil aumentou 3,4% no primeiro trimestre de 2017, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são da Receita Federal, que cobra impostos na saída dos produtos da fábrica.
O número total cresceu, mas entre as diferentes embalagens os desempenhos tiveram sinais distintos —enquanto houve mais boxes e exportações, os maços caíram cerca de 9%.
Dados de consumo mostram uma migração das embalagens moles para as de caixas, segundo nota da Philip Morris Brasil.
Os maços são mais afetados também pela concorrência com os produtos contrabandeados, segundo o executivo de uma outra grande empresa do setor.
Nos últimos anos, a produção caiu, aponta a Receita Federal. Foram 16% de queda em 2016 e 13% em 2015.
As exportações aumentaram, mas são menos expressivas que o consumo interno. São uma perspectiva para a capacidade ociosa do parque industrial, diz a Philip Morris.
Matéria...: O Brasil segue como o maior exportador das exportações de tabaco, com cerca de 30% do volume global, diz Iro Schünke, presidente do Sinditabaco. Os dados do governo, no entanto, mostram queda de cerca de 3% em 2016.
...prima: O país tem enfrentado uma concorrência crescente de países africanos, segundo Schünke. O Zimbabwe voltou a produzir, e países como Moçambique e Malauí também atuam nesse mercado, e com custos mais baixos.

Fonte : Folha de S. Paulo

  CNS discute desafios para garantir direito universal à Saúde em tempos de negacionismo, durante debate na UFRGS 14 de fevereiro de 2022 O ...