segunda-feira, 19 de março de 2018

COMO ACONTECE ABSORÇÃO DE MEDICAMENTOS NO ORGANISMO





o vasto campo dos remédios, uma dúvida comum a muita gente sempre aparece: como o organismo absorve seus princípios ativos (substâncias químicas que curam as doenças)? A absorção de medicamentos acontece de maneiras diferenciadas, variando de acordo com a forma de aplicação. Vamos conhecer cada uma delas?

Como funcionam os remédios de uso oral?

No caso das cápsulas e pílulas ingeridas pela boca, a primeira parada do princípio ativo é no estômago, após passar pela faringe e esôfago, chegando ao intestino, de onde os vasos sanguíneos absorverão os princípios ativos do medicamento.
Pelas artérias e veias, o remédio caminha por longas avenidas até atingir as moléculas conhecidas como receptores, que têm a mesma fórmula química, ou seja, agem diretamente no local onde existe a doença, explicada pela alteração no funcionamento do organismo.
Pelo fato do uso ser por via oral, o efeito demora mais para começar a dar resultados, ao contrário de outras formas de aplicação, como injetável ou sublinguais (comprimidos que dissolvem embaixo da língua).
São exemplos os analgésicos, antirretrovirais, antitérmicos e anti-inflamatórios. A maioria dos medicamentos não são absorvidos pelo cérebro, exceto os ansiolíticos, também conhecidos como calmantes.
Nesse caso, eles possuem uma estrutura complexa que consegue passar a barreira hematoencefálica, responsável por proteger o órgão das substâncias químicas. Este tipo de medicamento reduz a excitação dos neurônios, diminuindo os impulsos nervosos que causam a ansiedade.

Como acontecem os efeitos rápidos?

Para tratar problemas severos, que necessitam de efeitos imediatos, existem os remédios que são injetáveis no músculo, pele ou veia, como a insulina, no caso do diabetes, ou a morfina, para quem sofre de muitas dores em situações crônicas. Também são utilizados em ocasiões menos graves na obtenção de uma cura mais rápida.
Como caem direto na corrente sanguínea, os injetáveis e sublinguais levam o princípio ativo quase que instantaneamente ao local que necessita de tratamento. A absorção é bem mais rápida, pois não é prejudicada pelo metabolismo, como no caso dos comprimidos.

Por que existem comprimidos diferentes?

Os comprimidos apresentam alta precisão na dosagem e conteúdo, permitindo uma variedade de espessuras e formas. Outra característica é que são invioláveis, ou seja, não possibilitam a adulteração do conteúdo. Já as drágeas são revestidas com uma camada à base de açúcar, com aspecto liso e brilhante. São fáceis de engolir e possuem sabor adocicado.
No caso das cápsulas, existe uma mistura do fármaco com os excipientes (substâncias utilizadas na fórmula dos remédios) em um invólucro à base de gelatina, também conhecidos como blindados. São as formas sólidas mais utilizadas nas farmácias de manipulação. Também são eficientes em mascarar sabor e aparência desagradáveis, além de permitirem a rápida liberação dos princípios ativos.
Já os xaropes são os chamados remédios agradáveis, pelo fato de trazerem sabores atrativos, muito recomendados por médicos no tratamento de doenças respiratórias que atingem as crianças.
Existem ainda as pomadas, que têm efeito local. Seja na forma de spray ou cremes, são utilizadas principalmente para tratar doenças dermatológicas, queimaduras ou contusões musculares.

Quais cuidados devo ter na hora de tomar?

Primeiramente, o ideal é consultar um médico, enfermeiro ou farmacêutico para você saber a dosagem correta. Tomar com leite não é recomendado, pois o PH alto da bebida diminui a absorção pelo organismo. Juntamente com alimentos também ocorre uma redução considerável na absorção do medicamento pelo organismo.
Exclua o consumo de bebidas alcoólicas, pois podem potencializar ou eliminar os efeitos dos remédios. Ler a bula também é essencial para evitar possíveis alergias ou contraindicações.

Vamos falar de efeitos colaterais e contraindicações: DOLUTEGRAVIR (NOVO ARV)



Provavelmente o mais potente antirretroviral já comercializado.


Precisamos do Dolutegravir em primeira linha no Brasil, para que assim consigamos levar vidas muito mais normais, sem o medo iminente de efeitos colaterais ou do surgimento de resistência. E ele chega em primeira linha em 2017.

Classe

Inibidor de Integrase
Lançamento: 2014

Eficácia

É um dos antirretrovirais que mais rapidamente traz a carga viral para níveis indetectáveis no sangue, o que é similar ao que acontece com outros componentes da mesma classe de atuação.

Se faz perfeitamente eficaz mesmo em pessoas que apresentem resistência a, por exemplo, ITRNs como Tenofovir e Lamivudina.

Efeitos colaterais comuns

náusea;
diarreia;
dor de cabeça;
coceira;
flatulência;

Contra-indicações


A hipersensibilidade ao Dolutegravir é uma contra-indicação Além disso, Dolutegravir não deve ser tomado se você tem as seguintes condições:

A maior parte das pessoas que o tomam se sentem extremamente satisfeitas, pois os efeitos colaterais, quando ocorrem, geralmente só duram algumas semanas.

O que o site i-Base.info diz:

Dolutegravir é um comprimido de 50mg com diâmetro de 9mm, arredondado e amarelo.



O dolutegravir foi aprovado na europa em janeiro de 2014, nos EUA em agosto de 2013 e noBrasil em 2015 para terapias de resgate, e será ofertado em 2017 em primeira linha, ou seja, para todos que iniciarem tratamento antirretroviral.

O dolutegravir (nome no mercado de Tivicay) é um inibidor da integrase.

A dose padrão é de 50mg uma vez por dia em pessoas que estejam iniciando tratamento antirretroviral pela primeira vez ou que não tenham resistência à integrase.

Uma dose ajustada de 50mg duas vezes por dia é recomendada em pessoas usando o tratamento pela primeira vez em combinação com efavirenz, nevirapina, tipranavir/ritonavir ou rifampicina.

A dose de 50mg duas vezes ao dia também é recomendada para pessoas que tenham resistência , ou suspeita de resistência ao medicamento, ou outros inibidores da integrase (raltegravir e elvitegravir).

Para a maior parte das pessoas, o dolutegravir pode ser tomado com ou sem comida. No entando, tomar o medicamento com uma refeição é recomendado para pessoas com resistência a inibidores de integrase pois comida aumenta os níveis do medicamento . Este aumento é mais notável com uma refeição rica em gordura.

Interacão medicamentosa: Deve-se cuidar com interações com suplementos, antiácidos e multivitamínicos. Isto requer que a tomada dos mesmos seja separada da tomada do dolutegravir por pelo menos 4h. Outra interação importante é que o dolutegravir duplica os níveis de metformina, e é necessário monitoramento cuidadoso.

Uma formulação de 3 medicamentos em 1 comprimido contendo dolutegravir + abacavir + lamivudina chamado Trumeq foi aprovado em 22 de agosto de 2014 nos EUA, e dia 3 de setembro de 2014 no Reino Unido. No Brasil somente o medicamento separado está disponível.

O dolutegravir parece ter menos efeitos colaterais do que a maior partes dos outros antirretrovirais. Entretanto, desde sua aprovação tem havido mais relatos de efeitos colaterais no SNC – sistema nervoso central, similares aos vistos no efavirenz. Estes podem incluir mudanças de humor e dificuldade para dormir . Mesmo não sendo comuns, relatos de casos incluem a necessidade de troca de medicamento.

O dolutegravir pode funcionar para pessoas que já tenham desenvolvido resistência de baixo nível a outros inibidores de integrase como raltegravir ou elvitegravir. É muito mais difícil que o dolutegravir funcione se você possui resistência a inibidores de integrase mais extensa. Em um estudo (VIKING-3), ter a mutação 148 junto com mais duas outras mutações do grupo do G140A/C/S, L74I e E138A/K/T fez com que somente 11% das pessoas ficassem indetectáveis depois de 6 meses.

Assim como outros ARVs, o dolutegravir precisa ser usado em combinação com outras drogas (no Brasil, será prescrito com o 2em1 que contém Tenofovir + Lamivudina) que sejam ativas para evitar o desenvolvimento de resistência ao medicamento.




Com baixa vacinação de jovens, governo faz apelo por parceria com escolas



Diante das baixas coberturas de vacinação de adolescentes, o Ministério da Saúde fez um novo apelo às escolas para tentar retomar a parceria na aplicação de doses contra HPV e meningite C e anunciou uma campanha de “esclarecimentos” sobre a vacina.
A ideia é lançar um vídeo convocando cerca de 10 milhões de adolescentes a se vacinarem e aumentar a atuação nas redes sociais contra mitos e notícias falsas relacionadas ao tema.
“O que é colocado nas redes sociais são informações sem evidência científica, mitos que acabam circulando de forma mais forte”, afirma a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Carla Domingues. “Queremos combater [esse mitos e notícias falsas] com informações verdadeiras”, relata.
Desde que passou a ser ofertada no SUS, há quatro anos, a vacina contra o HPV tem mantido baixos índices de adesão entre adolescentes, público que costuma ser mais resistente a procurar as unidades de saúde.
Atualmente, apenas 48,7% das meninas de 9 a 14 anos, a quem a vacina é recomendada, já tomaram as duas doses necessárias para proteção. Se considerada apenas a primeira dose, o índice é de 79%.
A meta, porém, era atingir ao menos 80% do público-alvo –parâmetro ideal para a estratégia ter sucesso como política pública.
Entre os meninos de 11 a 14 anos, outro público ao qual a vacina passou a ser ofertada no ano passado, a adesão à vacina também tem sido baixa: apenas 43,8% já tomaram a primeira dose.
Para o ministério, pesam nesse cenário tanto mitos e boatos disseminados sobre a vacina quanto a dificuldade em imunizar adolescentes, problema também registrado em outros países.
“É um público que dificilmente conseguimos levar aos postos de saúde, nem sozinhos nem acompanhados pelos pais”, afirma o ministro da Saúde, Ricardo Barros.
Segundo ele, a pasta pretende agora fazer uma nova tentativa de retomar a parceria com as escolas para ofertar a vacinação. A ideia é aumentar a pressão sobre prefeituras e pedir apoio ao Ministério da Educação para organizar a programação junto às escolas.
Desde o ano passado, a pasta também mantém o programa Saúde na Escola, que prevê que diretores verifiquem a atualização da caderneta vacinal dos alunos.
“Faço um apelo aos diretores de escolas para que faça programação com a unidade de saúde do seu bairro para que possamos fazer esse trabalho”, afirmou.
Essa, porém, não é a primeira vez que o governo anuncia que pretende voltar a ofertar a vacina nas escolas. Questionado, Barros admite que houve menor adesão no ano passado, mas atribui a dificuldade em retomar a parceria ao fato do programa Saúde na Escola ter sido firmado após o início do ano letivo.
Meningite C
Além da vacinação contra o HPV, a ideia é que escolas e unidades de saúde reforcem a campanha para imunização de adolescentes de 11 a 14 anos também contra a meningite C.
No ano passado, foram vacinados 2,3 milhões de adolescentes de 12 e 13 anos contra a doença —o público-alvo, no entanto, era de 7,2 milhões.
A partir deste ano, a vacina passa a ser ofertada também para meninos e meninas e 11 a 14 anos, daí os cálculos que apontam a necessidade de vacinar até 10 milhões de adolescentes.
A medida segue mudança anunciada em 2017, quando a pasta alterou o esquema de vacinação contra a doença, incluindo a oferta de uma dose de reforço também na adolescência.
Antes, a vacina era indicada apenas para crianças, com uma dose aos três meses, outra aos cinco meses e um reforço de 12 meses a até 4 anos.
Segundo o ministério, a oferta de uma dose extra ocorre após estudos apontarem que, com o passar dos anos, a proteção tende a diminuir daí a necessidade de manter a imunização por meio de uma dose extra.

Rússia permitirá símbolos LGBT durante a Copa do Mundo



Torcedores que forem à Rússia para a Copa do Mundo e quiserem exibir símbolos LGBT em estádios e Fan Fests não sofrerão nenhum tipo de punição e terão a entrada permitida nos locais sem contratempos. Essa é a promessa da Fifa e do COL (Comitê Organizador Local).
Bandeiras de arco-íris estarão liberadas nas arquibancadas ou nas celebrações públicas ainda que, desde junho de 2013, esteja em vigor na Rússia uma lei banindo a chamada “propaganda gay”.
“Definitivamente não haverá nenhum tipo de banimento para quem usar símbolos com as cores do arco-íris na Rússia. Está claro que qualquer um poderá vir aqui e não ser multado por expressar os seus sentimentos”, afirmou à Folha Alexei Sorokin, CEO do Comitê Organizador Local.
“Membros do público poderão sim levar as bandeiras com a cor do arco-íris, mas logicamente a Fifa e o COL podem rejeitar as que não seguirem o padrão de tamanho. Se as bandeiras forem exibidas junto com algum tipo de mensagem, avaliaremos caso a caso”, informou a Fifa.
Relação sexual entre pessoas do mesmo sexo não é crime na Rússia desde 1993, mas reações homofóbicas ainda são comuns e mais acentuadas em regiões como a Tchetchênia, por exemplo, de maioria muçulmana.
Em outras cidades, não é raro homossexuais sofrerem agressões físicas ou verbais, inclusive na capital, Moscou.
Em 2015, dois famosos youtubers do país saíram juntos de mãos dadas se fazendo passar por um casal para filmar as reações das pessoas nas ruas. Foram xingados e receberam diversas trombadas.
“A Rússia não é um país seguro para homossexuais se declararem abertamente. Existe ainda um nível de ódio muito grande. As pessoas podem ser atacadas nas ruas e nos estádios e por isso devem ser cuidadosas”, disse Svetlana Zakharova, diretora de comunicação da ONG Russian LGBT Network.
Aprovação popular
A lei da “propaganda gay” proíbe manifestações LGBT em locais públicos onde crianças possam estar presentes. Entre os banimentos estão paradas de orgulho gay e distribuição de materiais que divulguem relações entre pessoas do mesmo sexo. Pesquisa de 2013 conduzida pelo Centro Russo de Estudo de Opinião Pública apontou que 90% dos entrevistados eram favoráveis à lei.
“A lei é sobre propaganda para menores. Não posso imaginar que alguém vá a uma escola e divulgue isso [LGBT] para crianças”, disse Alexei Smertin, que desde o ano passado trabalha para a federação russa de futebol como inspetor anti-discriminação.
Logo após a lei entrar em vigor, em 2013, Moscou recebeu o Campeonato Mundial de Atletismo. Duas atletas suecas, Ema Tregaro e Moa Hjelmer pintaram as unhas com as cores do arco-íris.
A atitude gerou reprovação da campeã olímpica e mundial do salto com vara, Ielena Isinbaieva. “Temos a nossa lei e todos têm que respeitar. Quando vamos a outros países seguimos suas regras”. Acusada de homofobia, ela afirmou reprovar o preconceito contra homossexuais.
Em 2014, quando Sochi recebeu os Jogos Olímpicos de Inverno, o presidente Vladimir Putin declarou que homossexuais seriam bem-vindos à Rússia, mas que deveriam “deixar as crianças em paz”.
Durante a Olimpíada, diversos atletas se mostraram favoráveis à causa LGBT e alguns se declararam publicamente homossexuais. A AT&T, patrocinadora do Comitê Olímpico dos EUA, publicou uma carta apoiando o movimento.
“Recebemos muito bem esta notícia para a Copa do Mundo, pois sabemos que a luta contra a discriminação é uma das bandeiras da Fifa. Ter declarações das autoridades russas liberando manifestações em estádios é algo que dá segurança de que não haverá nenhum problema”, afirmou Pavel Klimenko, pesquisador da FARE Network, organização que aconselha a Fifa e a Uefa sobre discriminação no futebol.
O órgão trabalha também em conjunto com o Sova Centre, uma organização baseada em Moscou que atua em prol da defesa dos direitos humanos na Rússia.
O pesquisador, porém, faz alerta a homossexuais que visitem o país não apenas durante a Copa do Mundo, como também em outras ocasiões.
“Uma coisa são as declarações das autoridades, outra é o comportamento da população na rua. Eu não acredito que haverá problemas durante a Copa, mas é bom evitar manifestações públicas de afeto”, afirmou.
“Mas ainda que tudo corra bem durante a Copa, a pergunta que fica é: como será depois?”, completou.
Representante do Sova, Mikhail Akhmetiev afirmou que é difícil saber como será a reação dos russos nos estádios caso bandeiras nas cores do arco-íris venham a aparecer.
“Pelo que tenho conhecimento, jamais ninguém tentou exibir uma bandeira dessas em um jogo de grandes dimensões na Rússia”, disse.
Multas
A Fifa tem endurecido o combate contra a homofobia no futebol e aplicado punições às federações nacionais por causa do comportamento de seus torcedores.
Nas eliminatórias para o Mundial da Rússia, a entidade aplicou penas a federações nacionais após gritos homofóbicos de torcedores. No total, elas pagaram R$ 4,3 milhões em multas à Fifa.
A CBF foi multada cinco vezes e teve de pagar R$ 334 mil.
Os árbitros já foram avisados que terão o poder de paralisar uma partida durante a Copa caso haja insistência no comportamento discriminatório de torcedores, seja por homofobia ou racismo.
Na Copa das Confederações de 2017, o México foi advertido por gritos homofóbicos de seus torcedores. “Estamos promovendo discussões para que possam combater tais incidentes”, informou a Fifa.
Prisão para estrangeiros
O texto da lei que restringe a chamada “propaganda gay” na Rússia diz que a proibição serve para “proteção das crianças de informações prejudiciais a sua saúde e desenvolvimento”. Segundo o documento, o objetivo é impedir a divulgação de material que “propague relações sexuais não-tradicionais”.
Estrangeiros que violem a lei podem ser detidos por até 15 dias, deportados e ainda terem de pagar multa de 5 mil rublos (R$ 287). Russos estão sujeitos à multa, e organizações do país podem ter suas licenças cassadas.
“Não imagino estrangeiros sendo presos por apoiar a causa LGBT durante a Copa. Mas no ano passado uma jovem russa ficou detida dois dias apenas por exibir um cartaz dizendo: ‘eu amo minha esposa’”, contou Zakharova, da Russian LGBT Network.
As entidades russas que monitoram práticas homofóbicas têm dificuldades para ter números concretos sobre o problema. Isso porque o governo não os divulga. Há também receio de relatar ao governo agressões e abusos na Rússia.
“Muitos têm medo de ir à polícia, não confiam nas autoridades. Os policiais muitas vezes acabam se recusando a registrar os casos ou acabam humilhando os homossexuais”, afirma Zakharova.
Fonte: Folha de S. Paulo

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Filme francês narra batalha contra epidemia de aids nos anos 90









 O filme francês “120 Batimentos por Minuto”, dirigido por Robin Campillo, é um dos lançamentos nos cinemas desta semana. Este drama, com fatos inspirados na biografia do diretor, resgata a história de um grupo na Paris da década de 1990. Após o descobrimento do HIV, na década de 1980, as mortes causadas pelo vírus só aumentavam.


Muitos sobreviventes se uniram a outros que recém tinham descoberto serem soropositivos, como homossexuais e hemofílicos, e a voluntários para criarem grupos de apoio. “120 Batimentos por Minuto” resgata a atuação do ACT UP Paris, grupo de ativistas que se mobilizou para disseminar informação sobre as formas de contágio e exigir dos serviços de saúde mais agilidade no tratamento, porque os casos eram epidêmicos. O AZT, um antirretroviral que retardava a propagação do vírus, era a droga disponível na época.
O filme apresenta a organização do grupo, mostrando diferentes posicionamentos de membros sobre as estratégias a serem tomadas. Um dos mais intempestivos é Sean (Nahuel Perez Biscayart), que aposta não apenas em protestos, mas em performances. O filme, exibido no Festival de Cinema de Cannes 2017, ganhou o Grande Prêmio do Júri e o prêmio Fipresci (da Crítica). Apesar de retratar um período específico, o problema que o filme levanta se mantém atual, visto que a doença, infelizmente, ainda traz estatísticas crescentes.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

19º Enong chega ao fim com aprovação da Carta de Natal e novas representações. Próximo será em 2019, em São Paulo



Terminou nesta terça-feira (14), em Natal, o 19ª Encontro Nacional de ONGs, Redes e Movimentos de luta contra a Aids  (Enong). Ao longo de quatro dias, aproximadamente 150 pessoas, sendo 105 delegados e convidados, debateram os desafios e retrocessos na luta contra a aids. Os participantes assinaram a 'Carta de Natal' – documento político construído com base nas discussões do evento.
A carta elenca 5 pontos que nortearão os passos do movimento social nos próximos dois anos. "A qualidade da assistência universal e integral é fundamental para o enfrentamento de todo o processo de diagnóstico, tratamento e estabilidade do quadro de saúde das pessoas vivendo com HIV/aids, que precisam ter sua autonomia respeitada em todo este processo. Sem um sistema público de saúde forte, não existe política de aids, sem a integração de políticas, todo esforço corre o risco de não ser efetivo", diz o documento ao que se referem à assistência.
O texto destaca ainda as crescentes ameaças ao Sistema Único de Saúde, o descaso no enfrentamento da epidemia de aids e o aumento do preconceito e do estigma às pessoas que vivem com HIV e aids e seus entornos sociais.
Além da aprovação do documento final, a plenária votou e aprovou moções e recomendações. Eles escolheram São Paulo para sediar o próximo evento, em 2019.
Também foi apresentada a nova composição da Anaids (Articulação Nacional de Luta Contra Aids). A secretaria política agora é comporta por Carla Diana (Sudeste) e  Carla Almeida (Sul). Fabio Dayan Araújo Batista (Norte) e Maria Georgina  (Nordeste) são as responsáveis pela secretaria executiva e Thania Arruda (Centro Oeste) ficou com a Comunicação.
A nível nacional, ficou decidido que o ativista Moysés Toniollo, da RNP+ Brasil (Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids), continua representando o Movimento Nacional de Luta contra a Aids no Conselho Nacional de Saúde. Rafael Arcanjo (Rede de Jovens) e Alberto Andreone (Fórum ONGs/Aids de São Paulo) foram escolhidos para o Grupo de Trabalho no Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (GT-Unaids).
Veja a lista de outras representações por regiões

Comissão de Articulação dos Movimentos Sociais (Cams)
Região Norte: Tiago Almeida Araújo Ávila (titular) e Maria Elias Sarmento Silvera (suplente)
Região Nordeste: Jurandir Teles (titular) e Cris Madrid (suplente)
Região Centro-Oeste: Francisca Batista (titular) e suplente a decidir.
Região Sudeste: Nilson Silva (titular) e Matheus Emilio da Silva (suplente)
Região Sul: Rubens Raffo Pinto (titular) e Helena Edilia Lima Pires (suplente)
Comissão Nacional de Aids (Cnaids)
Região Norte: Evalcilene Costa dos Santos (titular) e Bernadete Aparecida Ferreira (suplente)
Região Nordeste:  Esdras Gurgel (titular) e Joel Valentin (suplente)
Região Centro-Oeste: Léo Mendes (titular) e Bianca Moura (suplente)
Região Sudeste: Margarete Preto (titular) e Sueli Alves Barbosa (suplente)
Região Sul: Amauri Lopes (titular) e Silvia Aloia (suplente)
Leia na íntegra a ‘Carta de Natal’
CARTA POLÍTICA DO XIX ENCONTRO NACIONAL DE ONG, REDES E MOVIMENTOS DE LUTA CONTRA A AIDS – ENONG 2017
Os participantes do XIX Encontro Nacional de ONG, Redes e Movimentos de Luta contra Aids reunidos entre os dias 11 e 14 de novembro de 2017, em Natal (RN), divulgam a presente Carta Política do evento, fruto de discussões e reflexões feitas a partir da realidade e do atual momento vivido no Brasil, com o desmonte do Sistema Único de Saúde (SUS), descaso com o enfrentamento da epidemia de aids e aumento do preconceito e do estigma às pessoas que vivem com HIV e aids (PVHA) e seus entornos sociais.
A aids cresce no Brasil. São milhares os novos casos, os que ficam sem tratamento, sem assistência, sem atenção, sem cuidado.  No Brasil foram 15 mil mortes em 2015. São milhares os que sofrem, os que morrem e os que podem morrer. Além disto, se agrava a discriminação  contra as PVHA, reverberando especialmente nas populações já tradicionalmente excluídas e vulneráveis como lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), profissionais do sexo, usuários de álcool e outras drogas, pessoas em situação de rua, população privada de liberdade, população negra, povos tradicionais, pessoas com deficiência e outras.
A atuação das ONG, Redes e Movimentos de Luta contra Aids se pauta pelos princípios da solidariedade e Direitos Humanos, internamente e em relação a outros movimentos e aos excluídos e discriminados. Também defende a universalidade, integralidade, igualdade e equidade do sistema de saúde, como princípios basilares do SUS, os quais prioriza e valoriza.
Neste sentido apontamos os eixos principais de atuação do movimento para os próximos dois anos, que pautarão as mobilizações, posturas e atuação de todas as representações aqui eleitas, e de todas as organizações e pessoas envolvidas na resposta brasileira de luta contra a aids:
- Prevenção: Direito de Todos e Todas
Defendemos e lutamos pelo acesso universal às tecnologias de prevenção a toda população, com estratégias diferenciadas a populações em situação de maior vulnerabilidade, valorizando a educação entre pares. Prevenir-se é um ato cidadão, fruto das escolhas individuais e da responsabilidade compartilhada com a Saúde Pública, criar condições de escolhas e estratégias de adesão é essencial para o êxito de qualquer iniciativa.
- Assistência: somente um SUS forte garante qualidade de vida
A qualidade da assistência universal e integral é fundamental para o enfrentamento de todo o processo de diagnóstico, tratamento e estabilidade do quadro de saúde das PVHA, que precisam  ter sua autonomia respeitada em todo este processo. Sem um sistema público de saúde forte não existe política de aids, sem a integração de políticas todo esforço corre o risco de não ser efetivo. Um olhar especial deve ser dado aos coinfectados com tuberculose, principal causa de mortes entre PVHA.
- Sustentabilidade Política, Econômica, Financeira e Técnica, Programática
A resposta brasileira a epidemia da aids passa por reformulações profundas de sua sustentabilidade, neste sentido a garantia de continuidade dos blocos de financiamento (que garantem que uma parte dos recursos da saúde será destinada às políticas para a aids) é indispensável para o resgate de uma reação perdida. Da mesma forma as ONG, Redes e Movimento Social devem priorizar iniciativas e parcerias visando sua sobrevivência, qualificação e fortalecimento observados os limites éticos, a independência ideológica e de atuação. O financiamento da sociedade civil é parte fundamental da resposta à aids.
- Combate ao conservadorismo e fundamentalismo, ao estigma e à discriminação
As constantes ameaças à Democracia, que se vive no Brasil, reverberam e inflamam o   conservadorismo que se revela perverso limitando direitos, condenando populações e impedindo o exercício do livre pensamento e do livre agir. Repudiamos qualquer censura e expressão de ódio pelo diferente e reafirmamos em nossas ações o respeito pela diversidade e a luta cotidiana contra qualquer opressão e retrocesso. Enfatizamos o combate a toda discriminação, preconceito e estigma direcionado às pessoas que vivem com HIV e aids, além do necessário debate em torno da sexualidade e gênero 
- Incidência Política: nossa missão e nosso poder
Nossa atuação está centrada no controle social, no acompanhamento e proposição de políticas públicas e na defesa da seguridade social, na participação qualificada em espaços de participação e controle social, levando a voz de quem vive cotidianamente o descaso de um Estado que tem como função constitucional garantir a saúde como “direito de todos”. A luta política não se limita a atuação partidária ou ideológica, mas se firma como um marco de transformação social e, por consequência, de solidariedade e construção de novas realidades.
 “O nome da cura da aids é Vida” (Herbert de Souza, 1994) e em busca de vida com qualidade que nossa atuação se pauta, promovendo cidadania, valorizando a autodeterminação das pessoas e contribuindo para uma sociedade mais equânime e justa.
Natal, 14 de Novembro de 2017.
Plenária do XIX Encontro Nacional de ONG, Redes e Movimentos de Luta contra Aids

Dica de entrevista
Comissão organizadora
E-mail: secretaria.enong2017@gmail.com

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Chefe de agência da ONU se reúne com primeira-dama francesa para discutir prevenção do HIV



Em visita a Paris, o diretor-executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), Michel Sidibé, reuniu-se com a primeira-dama da França, Brigitte Macron, para conversar sobre educação e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Dirigente da agência da ONU ofereceu apoio para organizar um evento paralelo sobre o tema durante a Conferência de Financiamento de Dakar da Parceria Global para a Educação, prevista para ocorrer em fevereiro de 2018.
Durante encontro no Palácio do Eliseu, Sidibé explicou a Brigitte que, na África Subsaariana, três em cada quatro novas infecções por HIV entre jovens de 15 a 19 anos são de adolescentes mulheres. Em todo o mundo, o vírus é a terceira principal causa de morte entre jovens mulheres de 15 a 29 anos.
Um dos problemas assinalados pelo chefe do Unaids foi a falta de conhecimentos sobre a epidemia. Na África Subsaariana, pesquisas em 35 países mostraram que apenas 36% dos jovens homens e 30% das jovens mulheres identificaram corretamente as formas de prevenir a transmissão sexual do HIV.
Sidibé ressaltou que, quando as meninas permanecem na escola, ficam menos vulneráveis ??ao HIV. O dirigente também enfatizou que uma educação sexual apropriada para homens e mulheres é um pilar fundamental para acabar com a epidemia de aids.
Reconhecendo a vasta experiência da primeira-dama como professora, o chefe do Unaids expressou interesse em realizar um encontro sobre educação de meninas em meio às atividades da Conferência de Financiamento de Dakar da Parceria Global para a Educação. O Senegal e a França são co-anfitriões do evento, que visa levantar fundos para a capacitação de professores e para a promoção da educação científica e tecnológica nas escolas.

Fonte : Onu Brasil

  CNS discute desafios para garantir direito universal à Saúde em tempos de negacionismo, durante debate na UFRGS 14 de fevereiro de 2022 O ...