segunda-feira, 11 de abril de 2016

Mopaids emite nota de repúdio sobre caso de soropositiva que morreu em São Paulo por falta de vaga em UTI
O Mopaids (Movimento Paulistano de Luta Contra a Aids) emitiu nesta segunda-feira (11), nota de repúdio sobre a morte dedona Joana Souza*.  Usuária da ONG Bem-Me-Quer, Joana, de 52 anos, morreu no Pronto-Socorro (PS) Municipal de Perus, zona norte de São Paulo, no dia 30 de março à espera de um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e com grave quadro de insuficiência respiratória. (leia mais). Na carta, endereçada aos serviços municipal e estadual de Saúde, os ativistas pedem investigação do caso. Leia o documento a seguir:
Moção de repúdio
A Secretaria Estadual de Saúde e Secretaria Municipal de Saúde
O Mopaids (Movimento Paulistano de Luta Contra a Aids) no seu pleno exercício do Controle Social tem mão dupla: por um lado, temos direitos assegurados pelas leis; por outro, temos deveres para com as pessoas que vivem com HIV/Aids, ONGs/Aids, Redes de Pessoas Vivendo Com HIV/Aids, Conselheiros Gestores de Saúde, Conselho Municipal e Estadual de Saúde e para com a sociedade em geral.
Um dos nossos deveres é dar vozes e luz no que não vai bem aos serviços de saúde e outros seguimentos.
Os membros do Mopaids manifestam, de forma veemente, o repúdio à violação de direitos e pela falta de humanização cometida pelos serviços de Pronto Socorro Municipal de Perus e CRTA no que ocasionou a morte da Senhora Sueli Farias dos Santos; em razão da morosidade para o processo de internação bem como pela má gestão de leitos para internação, sob a administração das secretarias Estadual e Municipal de Saúde de São Paulo.
Segue em anexo o teor da queixa publicada no site da Agencia de Notícias da Aids.
Ao mesmo tempo, exigimos:
a) investigação pelos órgãos competentes para apurar a conduta acima citada.
b) Que as Secretarias de saúde estabeleçam um processo de dialogo efetivo com Mopaids.
Espera-se que as medidas sejam tomadas para que situações como essas sejam varridas das páginas do SUS - Sistema Único de Saúde.
Certamente o episódio marca um dos dias mais vergonhosos da história da Saúde.
A defesa da Saúde pública é de nossa responsabilidade, pois nela estão assentadas a história e os sonhos da sociedade civil organizada e nossa população brasileira.
É inaceitável qualquer forma de violência impetrada às lutas em defesa de direitos da população.
Atenciosamente.
São Paulo, 11 de abril de 2016.
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