As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) continuam sendo um grave problema de saúde pública no país. Nos últimos anos, houve aumento na incidência dos vírus HIV, HPV (relacionado a tumores, inclusive o de colo do útero), de gonorreia, sífilis, hepatite, herpes e clamídia, especialmente entre a população jovem, informa o site do jornal "O Globo". E é este o tema do próximo debate da série Encontros O GLOBO Saúde e Bem-estar, na quarta-feira (13) às 17h, na Casa do Saber O GLOBO.
Coordenado pelo cardiologista Cláudio Domênico, o evento terá como palestrantes Alberto Chebabo, infectologista do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ, e Cláudia Jacyntho, PhD em Tocoginecologia pela Unicamp e membro titular da Academia de Medicina do Rio de Janeiro. "Queremos levar o alerta à população de que doenças antigas, como a sífilis, estão voltando. E outras mais novas, como o vírus HPV, não estão sendo corretamente prevenidas porque, embora a vacina do HPV seja gratuita para meninas de 9 a 13 anos, muitas só tomam a primeira dose, e deixam de tomar as outras duas doses", diz Domênico.
Há menos de um mês, o Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou uma orientação para que médicos de todo o país peçam exames de detecção de DSTs em seus pacientes. De acordo com o CFM, cerca de 25% dos casos de HIV, por exemplo, são diagnosticados quando o paciente já apresenta baixa contagem de linfócitos, o que significa que a doença provocou um estágio avançado de imunossupressão. A expectativa do conselho é de que, com a medida, mais pessoas sejam diagnosticadas antes disso.
Menos casos de aids
No entanto, nem todos os dados são pessimistas. Entre 2013 e 2014, o Brasil conseguiu reduzir a taxa de novos casos de aids e também o índice de transmissão de mãe para filho. O índice de óbitos provocados pela doença, porém, permaneceu estável, e o número de novos casos entre jovens de 15 a 24 anos aumentou 41% desde 2004, segundo um relatório divulgado em dezembro do ano passado pelo Ministério da Saúde.
Aumentou também a incidência de sífilis, especialmente a transmitida da mãe para o bebê. Esses casos duplicaram em comparação com 2009, e a taxa de mortalidade de bebês relacionada a isso quadruplicou. O principal tratamento é com penicilina, mas, segundo o governo, a substância estava em falta em 60% dos estados brasileiros no fim de janeiro.
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