A Secretaria de Estado da Saúde, por meio do CRT (Centro de Referência e Treinamento DST/Aids-SP), em parceria com a Aids Healthcare Foundation (AHF), realizará testagens para diagnóstico do HIV nesta segunda-feira (23), das 9 às 21 horas, no Vão Livre do MASP (Museu de Arte de São Paulo), da Avenida Paulista. A atividade faz parte dos eventos alusivos à Semana da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. Serão ofertados 1.200 testes por fluído oral.
Trata-se de um teste rápido de triagem, disponibilizado pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. “O exame detecta anticorpos no fluído oral e o resultado é obtido em 30 minutos. Sua grande vantagem é poder ser executado em qualquer local”, explica Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual DST/Aids-SP. “O teste é simples, rápido e indolor, realizado com privacidade e sigilo”, observa Maria Clara.
Cristina Raposo, coordenadora da AHF Brasil, diz que as últimas campanhas de testagem da AHF em parceria com o Programa Estadual DST/Aids-SP têm sido um sucesso. “A cada iniciativa ampliamos o número de pessoas testadas. Apostamos no direito das pessoas terem acesso ao teste, conhecerem sua sorologia e a garantia dos cuidados para os casos reagentes. Ampliar e capilarizar as ações de testagem fazem parte da missão da AHF”, ressalta Cristina.
Nesta última década, merece atenção o aumento do número de casos entre HSH (homens que fazem sexo com homens). “Esse segmento é o único que tem aumentado sua participação proporcional e absoluta no total de casos. É um cenário que evidencia a importância de testar e diagnosticar HSH. Por não se considerarem gays, eles buscam em outros homens o prazer que não conseguem com mulheres, embora muitas vezes namorem parceiras do sexo feminino”, continua a coordenadora da AHF Brasil.
Foram notificados, desde 1980, no estado de São Paulo, 147.730 casos de aids em homens com 13 anos ou mais; destes 45.037 referem-se a categoria de exposição HSH.
Em 2004, esta população correspondia a 28,1%% dos casos e em 2014, 44, 8% entre os homens com 13 anos e mais.
A incidência em homens jovens também vem aumentando. Era de 15,5 casos para cada 100 mil homens de 20 a 24 anos, em 2004 e chegou a 31,3 em 2014, enquanto nas demais idades esse número vem diminuindo ou se estabilizando.
Estes dados apontam a grande vulnerabilidade de adolescentes e jovens gays e HSH para a infecção pelo HIV. “É importante ampliar as estratégias de prevenção para que os jovens homossexuais adotem práticas sexuais mais seguras. O exercício da cidadania e a luta contra o preconceito e a discriminação são duas questões básicas que devem ser vinculadas ao trabalho de educação em saúde sexual e prevenção das DST/HIV/Aids”, avalia Ivone de Paula, gerente da Área de Prevenção do CRT.
“Neste contexto, enfatizamos a importância do diagnóstico precoce e convidamos a população que participará dos eventos relativos à Semana da Parada Gay a realizar o teste anti-HIV”, diz Maria Clara Gianna.
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