Foi uma noite de emoção, recordações e reencontros a do lançamento, em São Paulo, do livro “Histórias da Aids no Brasil”, do médico Paulo Roberto Teixeira e da cientista social Lindinalva Laurindo Teodorescu. Afinal, estavam reunidos ali, no Centro de Convenções Rebouças, nesta terça-feira (17), três gerações de pessoas que construíram a resposta à aids em São Paulo. Elas foram prestigiar o importante registro dessa história, feito em dois volumes – o primeiro sobre as ações governamentais e o segundo, sobre a organização da sociedade civil.
Antes da sessão de autógrafos, a autora Lindinalva destacou que a história que escreveu em parceria com Paulo Teixeira não teria acontecido se o SUS (Sistema Único de Saúde) não existisse. “O sucesso dessa trajetória depende, não só de pessoas que se destacaram mas de muitas que se mantiveram anônimas. Entre os que se destacam, o Paulo Teixeira foi um visionário ao criar o primeiro Programa de Aids de São Paulo.”
“É uma alegria encontrar tantos amigos, de tantas gerações, companheiros de luta”, disse Paulo Teixeira, antes de agradecer o apoio do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais e do CRT (Centro de Referência e Treinamento em DST/Sids-SP) e da Unesco, que tornaram a obra possível.
Rodrigo Pinheiro, presidente do Fórum de Ongs/Aids do Estado de São Paulo (Foaesp), agradeceu os autores pelo volume da obra dedicada à organização da sociedade civil. Lembrou que a união desta com a gestão se faz fundamental nesse momento de mudanças políticas. “E o livro, ao resgatar a história da aids, ajuda a fortalecer a resposta à epidemia.”
Maria Clara Gianna, emocionada, elogiou as obras e a maneira como foram escritas. Também reverenciou os mortos em consequência da aids, agradeceu algumas pessoas e disse que, na impossibilidade de homenagear todas, escolheria uma para representar o conjunto dos protagonistas da resposta à aids. E chamou Mirthes Ueda, farmacêutica/bioquímica do Instituto Adolpho Lutz, a quem entregou um buquê de flores. Mirthes se dedicou à pesquisa da aids desde o início da doença e hoje, aposentada, trabalha como voluntária.
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