O psiquiatra Jairo Bouer, as médicas Albertina Duarte (coordenadora do Programa de Saúde Integral do Adolescente da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo) e Maria Clara Gianna (Centro de Referência e Treinamento DST/Aids-SP) estão entre os palestrantes de um evento que acontece na quinta-feira (8 de setembro) para lideranças estudantis e coordenadores pedagógicos de 50 escolas estaduais de São Paulo. Estamos falando da segunda edição do “Conscieduca - Conscientização e Informação para Líderes de Educação e Alunos sobre HIV e Gravidez nas Escolas”. O assessor especial e representante da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, Eduardo Mosna Xavier, e a dirigente da Diretoria de Ensino Região Centro-Oeste, Rosângela Valim, também estarão presentes.
O projeto teve início no ano passado, envolvendo mais de 200 diretores, coordenadores pedagógicos e professores. Este ano, o foco são os alunos. O objetivo é debater com eles sua saúde sexual e, principalmente, prevenção ao HIV.
“Na última década, segundo o Ministério da Saúde, o índice de HIV entre jovens de 15 a 24 anos
cresceu 40%. Entre os paulistas dessa faixa etária, o crescimento foi de 21,5% nos últimos sete anos, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo”, diz a infectologista Glória Brunetti (à esquerda, na foto) , idealizadora do projeto e uma das fundadoras da Fundação Poder Jovem, que cuida de jovens que vivem com HIV ou têm algum tipo de relação com eles.
“Já falamos com mais de 4 mil alunos em nossas palestras pelas escolas e ouvimos de professores que muitos deles não sabem sequer usar a camisinha. Extrapolar a grade curricular e abrir espaço para este tipo de ação é uma grande vitória para o trabalho de prevenção da Poder Jovem”, comemora Sandra Santos (à direita, na foto), presidente e também fundadora da entidade.
O objetivo é transformar as lideranças estudantis em multiplicadores de informação sobre prevenção ao HIV. Vão participar 50 escolas de Ensino Fundamental 2 e Médio do Estado de São Paulo, coordenadas pela Diretoria de Ensino da Região Centro Oeste.
Cerca de 40 mil alunos serão impactados pela ação
Além de prevenção, o objetivo também é desestigmatizar o jovem que vive com HIV ou se relaciona de alguma forma com soropositivos. Casos de bullying dentro de escolas acontecem em todo o mundo e, diante desse cenário, muitos jovens que já contraíram o vírus se sentem desestimulados em aderir ao tratamento. Se do auge da epidemia da aids, nos anos 1980, até hoje houve uma evolução sem precedentes dos medicamentos, o preconceito social permanece congelado no tempo.
Fundação Poder Jovem
O projeto Poder Jovem, com foco em jovens de 13 a 25 anos, nasceu em 2007 no Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Em 2014, deixou de ser projeto de sucesso para se tornar a primeira Fundação ativa no combate ao HIV no Brasil. Suas ações se desenrolam em três vertentes: prevenção, combate ao bullying e estigma social e, finalmente, incentivo na adesão do jovem ao tratamento antirretroviral. Sua metodologia melhorou em 70% a adesão dos jovens atendidos pela Fundação ao tratamento com antirretrovirais. A Poder Jovem já ganhou prêmios da APM-Associação Paulista de Medicina (Doutor Cidadão 2015) e da Bristol-Myers Squibb (2013). Entre nossos apoiadores, estão o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, Ministério da Saúde, e Google Education.
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