A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem até 7 de janeiro para manifestar-se sobre o pedido de registro do medicamento truvada como método de prevenção contra o vírus HIV e a aids. A análise do pedido de registro é condição fundamental para que o produto, que combina dois antirretrovirais, o tenofovir e a entricitabina, possa ser avaliado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).
Na quinta-feira (6), o plenário da Conitec decidiu adiar seu parecer inicial sobre a possível incorporação do medicamento à política nacional de combate ao HIV até que o medicamento tenha o registro no Brasil como método de prevenção.
O truvada, nome comercial da droga, é indicado pela Organização Mundial da Saúde desde 2012 como método complementar de prevenção para homens que fazem sexo com homens, grupo hoje que corre maior risco de infecção. O método faz parte da tecnologia para combater o HIV, a profilaxia de pré-exposição, chamada PrEP.
A decisão praticamente sepultou a perspectiva de ter a PrEP incorporada à política nacional de combate a aids em breve. Em julho, o Ministério da Saúde anunciou, durante a 21ª Conferência Internacional de Aids, na África do Sul, a intenção de adotar a PrEP até o fim do ano ou no começo de 2017.
O Truvada entrou na lista de pedidos prioritários a serem analisados pela Anvisa em 7 de outubro. A agência tem até 90 dias para responder ao pedido. Isso significa que até 7 de janeiro o pedido pode ser aprovado, negado ou a agência pode pedir mais dados ao fabricante para analisar o pedido. Por isso, segundo a revista “Época”, o andamento na Conitec do processo de incorporação permanece incerto.
Fonte : "Epóca"
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