sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Dolutegravir é distribuído para estados e Distrito Federal, segundo Departamento Nacional de HIV/Aids


Desde janeiro o Dolutegravir 50 mg vem sendo entregue aos estados e ao Distrito Federal, conforme informações do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV) do Ministério da Saúde. Foram entregues 27.862 frascos e 835.860 comprimidos do remédio que, inicialmente, será oferecido para pacientes que iniciarão o tratamento antirretroviral pela primeira vez, a partir de fevereiro.
A expectativa é de que 100 mil pacientes sejam atendidos este ano pelo novo tratamento, que será incorporado gradativamente.
A partir de agora, para as pessoas vivendo com HIV/aids que iniciarão o tratamento, a indicação será de um comprimido de dolutegravir e outra de tenofovir + lamivudina (dois em um).
“A implantação desse novo tratamento recoloca o Brasil na posição de protagonista da resposta global ao HIV/aids”, afirmou Adele Benzaken, diretora do (DIAHV).
Economia
Indicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o dolutegravir estava restrito a países de alta renda. Na negociação com fornecedores, o Brasil conseguiu comprar o medicamento com redução de até 70% do valor de mercado, caindo de U$ 5,10 para U$ 1,50 por pílula. A incorporação do dolutegravir não interfere no orçamento do Ministério da Saúde para antirretrovirais (U$ 1,1 bilhão).
Segundo o Boletim Epidemiológico HIV/aids 2016, de janeiro a outubro daquele ano, 34 mil novas pessoas com HIV e aids entraram em tratamento pelo SUS. Atualmente, são 489 mil pessoas em tratamento em todo o país.

Fonte : DIAHV

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Menos machistas, novos sambas exploram temas como casamento homoafetivo


https://youtu.be/uNaHlVWCtCk
“Eu vos declaro marido e marido, eu vos declaro mulher e mulher/ Hoje a união tem um novo sentido, tudo é permitido, casa quem quiser”, diz a letra do samba “Eu vos declaro”, de Fernando Procópio, um dos sambistas que vêm se destacando nas rodas de samba dedicadas a novos compositores, como as que acontecem no Beco do Rato, na Lapa, onde nasceu o hit.
Nas 140 rodas de samba que se espraiam pela cidade — número que não para de crescer— há uma série de sucessos entoados pelos frequentadores que passam ao largo dos meios de difusão tradicionais. Em comum, as novas músicas ainda abordam temas românticos, descrevem situações curiosas do dia a dia ou prestam homenagem a figuras do meio, como é característico do gênero. A diferença é que as letras estão cada vez mais progressistas.
"O samba tradicionalmente é muito machista. Uma coisa que percebo nessa nova leva de sambas é que os compositores estão muito mais atentos. E, quando a música é muito boa, todo mundo canta, assimilando o que a letra diz", observa o compositor Julio Morais, um dos coordenadores da Rede Carioca das Rodas de Samba, sobre a música que virou um hino contra a homofobia nas rodas de samba nos últimos meses (em outro trecho, o samba diz “O filho da mãe não é filho do pai, tem dois pais, duas mães/ quem é quem ninguém diz, olha eu aprendi com a vida, família bonita é família feliz”).
Julio, que circula por muitos eventos do gênero na cidade por conta da “Rede” (que funciona como uma associação das rodas cariocas), conta ainda que na Roda de Samba da Serrinha, no Morro da Serrinha, na Zona Norte, está vetada a música “Amélia”, de Ataulfo Alves e Mário Lago. O clássico, de versos como “Amélia não tinha a menor vaidade, Amélia é que era mulher de verdade...” foi limada do repertório por exigência das mulheres que frequentam o evento.
"Elas estão certíssimas, não dá mais para cantar esse tipo de coisa em 2017", atesta Julio.
Outro samba fresco e que tem sido muito cantado nas rodas do Rio é “Pra matar o preconceito”, de Manuela Trindade, a Manu da Cuíca, e Raul DiCaprio, interpretado pelas cantoras Marina Iris e Nina Rosa. A primeira estrofe diz: “Na rua me chamam de gostosa, o gringo acha que eu nasci pra dar/ No postal mais vendido em qualquer loja, tô lá eu de costas contra o mar/ Falam que meu cabelo é ruim, é bombril, toin-oin-oi, é pixaim/ O olhar tipo porta de serviço é um míssil invisível contra mim”.
"Eu e a Manu consultamos mulheres negras antes de compor este samba. Nós achamos que o tema estava na boca de todo mundo e precisava virar música", conta Raul, lembrando que só estava assumindo o “lugar de fala” da letrista porque ela estava offline, de férias em Alagoas. "Jogamos na cara e na coragem na roda e a música já virou a ‘Conceição’ da Marina Íris! Está fazendo tanto sucesso que decidimos seguir no tema. Já temos uma nova, ‘Jeito de gentear’, que aborda o preconceito de uma forma geral."
Para o compositor Chico Alves, que comanda rodas de samba que abrem espaço para músicas inéditas (a próxima acontece na Rua do Ouvidor, no Centro, dia 4 de fevereiro, a partir das 15h, em frente a Livraria Folha Seca) os temas rendem excelentes sambas, mas pondera:
"É preciso ter um pouco de bom senso ao analisar canções antigas, sem temporalizar a época em que foram feitas. Só não admito radicalismos, é ruim para a própria música. Claro que fazer letras machistas hoje em dia é inadmissível, mas há gente execrando músicas que foram feitas em outra época, em que as pessoas tinham outra consciência. Eu relativizo 

“Os Dias Eram Assim”: Nova novela da Globo terá personagem soropositiva


A próxima supersérie da TV Globo contará, como parte da trama, a história de uma mulher que vive com HIV. Programada para ser exibida às 23h, “Os Dias Eram Assim” está com o elenco praticamente definido. A atriz Julia Dalavia (na foto), 18 anos, interpretará a personagem.
“Ela [a personagem] vai contrair a doença durante a novela, que se passa na época da ditadura militar. Naquele tempo, ninguém sabia muito sobre a aids e as pessoas morriam por causa disso. Já estou magra, mas vou ter que perder ainda bastante peso para retratar esse drama. Venho fazendo dieta com acompanhamento de uma nutricionista e também exercícios físicos, mas não tenho uma meta. Vamos ver o que fica melhor no vídeo”, explicou a Dalavia à colunista Patricia Kogut, do jornal "O Globo", nesta quarta-feira (1).
A atriz recentemente fez o papel de Maria Teresa na primeira fase de “Velho Chico”. Ela declarou que já está estudando a respeito do tema para a próxima novela: "Ainda devo conversar com pessoas que têm a doença para entender melhor. A história é muito forte e quero mostrar tudo com veracidade. Esse assunto não é tão abordado em novelas. Então, seremos cuidadosos e delicados".
As gravações começam no próximo mês, “Os Dias Eram Assim" também contará com Maria Casadevall, Renato Góes, Felipe Simas e Cássia Kis entre outros.
Redação da Agência de Notícias da Aids

Perfil no Instagram homenageia famosos e anônimos que morreram em decorrência da aids

Um homem anônimo de 42 anos, que vive na Escócia, criou um perfil no Instagram para servir como memorial as pessoas que morreram em decorrência da epidemia de aids, nas décadas de 1980 e 1990. O mosaico traz perfis de pessoas famosas e anônimas do mundo todo que morreram nessa batalha. O objetivo do criador, segundo o site Revista Lado A, é resgatar a evolução do tratamento e a história da comunidade LGBT que está ligada a esse período.
The AIDS Memorial, como é chamado o perfil, traz histórias como a dos ativistas LGBTs de Carl Wittman e David Cole e do compositor e ator norte-americano Danny Pintauro. Mas conta também a história do parceiro de Mark, que morreu em 1990 e, mesmo depois de cuidar sozinho do seu parceiro, viveu a experiência de ser acusado pelos pais de Mark de ter transmitido o vírus para o seu filho e matado ele.
“A história da epidemia da aids é muito interessante pra mim. A história do movimento gay, da emergência da aids nos anos 1980 e aqueles que morreram com ela, parecem, na minha opinião, terem sido esquecidas com o tempo. A história me fascina. O objetivo do memorial é retomar isso e ensinar”, conta o criador.
Ele deixa bem claro no seu perfil que, como um vírus, o HIV não faz distinção de orientação sexual e gênero, mas que ele é um marco no desenvolvimento da luta e da comunidade LGBT em todo o mundo. A maioria das histórias são enviadas por parentes e amigos que contam quem era a pessoa que morreu na gigante epidemia.
Clique aqui para ver o perfil. 
Redação da Agência de Notícias da Aids com Informações do site Revista Lado A

"Brasil não consegue reagir rápido a emergência em saúde", diz especialista


O surto de febre amarela enfrentado no País é em parte reflexo da incapacidade do sistema de saúde reagir rapidamente aos problemas, avalia o sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz, Cláudio Maierovitch. "Assistimos a um esgotamento da capacidade de respostas. As ações estão sendo executadas no limite", diz o pesquisador, que esteve à frente da diretoria do departamento de Vigilância em Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde até o ano passado.
Maierovitch observa que há pelo menos dois anos alertas sobre o aumento do risco da retomada da circulação do vírus da febre amarela são encaminhados para autoridades locais. A recomendação era a de se reforçar a vacinação em áreas consideradas vulneráveis e a vigilância para um eventual aumento de morte de macacos - um indicativo de risco para surtos da doença.
"Um plano de contingência já estava pronto. Foi publicado no início do ano passado", conta. Mesmo com as advertências, especialistas estimam que as medidas de contenção da febre amarela foram adotadas tardiamente. Com isso, o País vive atualmente a pior epidemia da doença registrada desde a década de 80.
Maierovitch atribui a falta de preparativos à sucessão de problemas dos últimos anos. Ele observa que o Brasil enfrentou uma série de episódios que mobilizaram equipes de vigilância: epidemias de dengue intercaladas com surtos de gripe, o aparecimento da zika, chikungunya, microcefalia.
"Sem falar nos preparativos para Copa e Olimpíada. O sistema, que já conta com um número limitado de pessoas, de recursos, está sempre trabalhando com o problema da vez." O sanitarista lembra que muitos municípios não têm um número suficiente de pessoas para conduzir as atividades de vigilância.
Mesmo se recursos estão disponíveis, acrescenta, não é raro os administradores serem impedidos de contratar, diante da imposição de teto de gastos com pessoal. "As atividades são feitas dentro de condições restritas. O planejamento se perde, é feito o que é possível."
Para Maierovitch, os problemas podem aumentar, diante da perspectiva da mudança na forma de repasses de recursos federais para governos estaduais e municipais. Uma portaria aprovada numa comissão com representantes do Ministério da Saúde, dos secretários estaduais e municipais de saúde acaba com o "dinheiro carimbado", verba transferida pelo governo federal para um uso determinado em saúde, como, por exemplo, atividades de vigilância de doenças transmissíveis.
A mudança, aprovada semana passada, fixa apenas dois tipos de gastos: os reservados para investimento e os para custeio de atividades de saúde. "Diante das dificuldades, há um risco grande de que administradores destinem a maior parte dos recursos para, por exemplo, atendimento de emergência, fornecimento de medicamentos. Outras atividades, como aquelas que não têm muito apelo imediato, correm o risco de ficar esquecidas ou como uma das últimas colocadas na lista de prioridades."

Fonte : UOL

Opas convida profissionais a participar de curso online de liderança em saúde pública


Profissionais das Américas com experiência de gerenciamento ou direção em saúde pública, relações internacionais ou áreas afins, podem se candidatar até 15 de fevereiro a participar do Programa de Líderes em Saúde Internacional Edmundo Granda Ugalde (PLSI) 2017, realizado pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS).
Em quase uma década, o programa formou mais de 350 líderes em saúde da região. A edição de 2017 começará no fim de abril e terá duração de nove meses. Os candidatos selecionados participarão de atividades virtuais de aprendizagem em coordenação com o escritório da OPAS/OMS em seu país de origem, enquanto continuarão trabalhando em suas instituições.
Também haverá uma reunião presencial em Washington (Estados Unidos) com colegas e equipe acadêmica do programa. No encontro, trabalharão sobre seu projeto final, que estará relacionado a uma área prioritária de trabalho na saúde de seu país, sub-região ou região e poderá ser desenvolvido em coordenação com Opas/OMS, autoridades nacionais e outros organismos. O programa tem vagas limitadas e não há nenhum encargo para o participante.
O cenário atual de um mundo globalizado, somado à Agenda de Saúde das Américas 2008-2017 e à estratégia de saúde universal da Opas, à Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da ONU e a outros acordos regionais e internacionais, requerem ações inter-setoriais e globais, assim como líderes preparados para abordar novos desafios que levem em conta tratados e acordos bilaterais e multilaterais.
O programa impulsionado pela Opas/OMS tem como objetivo formar recursos humanos para compreender o impacto das forças internacionais na saúde, o que lhes permitirá analisar, definir, advogar e projetar efetivamente os interesses de seu país em saúde, em meio a um complexo contexto global.
Diplomacia em saúde, cooperação internacional, saúde universal, desenvolvimento sustentável, migração, saúde nas fronteiras, tensões e conflitos, acesso a medicamentos e doenças não transmissíveis são alguns dos temas a serem abordados durante o programa deste ano.
No final do curso, os participantes terão incorporado ou fortalecido seus conhecimentos sobre análise do entorno, formulação de políticas e tomada de decisões, negociação e advocacy, gestão de projetos e cooperação, produção e troca de conhecimento e comunicação.
Para mais informações sobre os requisitos e o processo de aplicação, acesse aqui.


Fonte : ONU Brasil

Profissionais cubanos do Mais Médicos recebem homenagem do Conselho Nacional de Saúde


O Conselho Nacional de Saúde (CNS) do Brasil prestou na sexta-feira (27) uma homenagem aos profissionais cubanos do programa Mais Médicos. A iniciativa que traz clínicos de Cuba para o território brasileiro é fruto de uma parceria entre os dois países e conta com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
Durante a entrega da homenagem, o presidente do CNS, Ronald Santos, agradeceu ao governo cubano pela “imensa contribuição à saúde, por meio de seus médicos e médicas, estudos e pesquisas”. Segundo o dirigente, a condecoração dos profissionais estrangeiros destaca o compromisso deles com a prestação de cuidados à população brasileira.
O profissional Hector Daniel Perdomo, que atua no Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) de Pernambuco, representou os médicos cooperados no evento. “Reconhecer faz crescer. Nós, médicos cubanos, vamos nos dedicar ainda mais à saúde brasileira.”
“É uma satisfação o reconhecimento do CNS, por ser um órgão onde o controle social se transforma e se efetiva. Nós, da OPAS, realizamos essa ‘triangulação’, que é a cooperação entre os governos brasileiro e cubano. Essa parceria fortalece o princípio constitucional de que a saúde é um direito de todos”, destacou o coordenador do Mais Médicos na agência regional da ONU, Renato Tasca.

Fonte : ONU Brasil

  CNS discute desafios para garantir direito universal à Saúde em tempos de negacionismo, durante debate na UFRGS 14 de fevereiro de 2022 O ...