segunda-feira, 7 de agosto de 2017

AVIP - ASSOCIAÇÃO VIDAS POSITIVAS - NESTE FIM DE SEMANA FEZ PREVENÇÃO NA PRAIA DO MEIO

                                      

  NESTE ULTIMO DOMINGO 06/08/2017 A ONG AVIP - ASSOCIAÇÃO VIDAS POSITIVAS FEZ UM TRABALHO DE PREVENÇÃO SOBRE  AS DST/AIDS E HEPATITES VIRAIS JUNTAMENTE COM SUA EQUIPE VOLUNTARIA. E ASSOCIADOS  NA PRAIA DO MEIO EM NATAL. A ONG VEM FAZENDO TRABALHO DE PREVENÇÃO HA 10 ANOS, O OBJETIVO DESSE TRABALHO E CONSCIENTIZAR A POPULAÇÃO DO USO CORRETO DO PRESERVATIVO E A IMPORTÂNCIA  QUE O PRESERVATIVO TEM EM NOS PROTEGE DAS DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS.   

Afrangel arrecada doações para crianças com HIV em Campo Grande



A Associação Franciscanas Angelinas (Afrangel), que cuida de crianças com HIV, iniciou no sábado (5) uma ação para arrecadar doações em Campo Grande.
Além de produtos de limpeza, higiene e alimentos para 47 crianças, os religiosos pedem roupas, calçados e eletrodomésticos, que serão vendidos em bazares.
O dinheiro vai custear as despesas do lar e pagar os profissionais que cuidam das crianças.
Quem mora fora de Campo Grande também pode ajudar. É só encaminhar as doações à instituição. Contribuições em dinheiro também são aceitas.
A Afrangel vai abrir as portas todo primeiro sábado do mês pra receber doações e para que as pessoas conheçam o trabalho da entidade.
Serviço
Afrangel fica na rua do Seminário, 2170 no jardim Seminário. O horário de atendimento é das 8h às 17h. Telefone para contato (67) 3365-0590.

Fonte : G1

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

França lança novo estudo de PrEP para avaliar o impacto da profilaxia sobre a epidemia de HIV



A França está lançando um novo estudo que irá envolver 3 mil novos usuários de PrEP (profilaxia pré-exposição ao HIV) nos próximos três anos, contou Jean-Michel Molina na 9ª Conferência Internacional em Ciência do HIV), que aconteceu no final de julho, em Paris. Enquanto estudos anteriores, incluindo o próprio estudo Ipergay de Molina, provaram o benefício da PrEP para quem faz uso da medicação, o novo estudo estabeleceu um objetivo ambicioso em relação ao benefício da PrEP para a saúde pública.  A ideia é mostrar que ter mais de 3 mil pessoas utilizando a PrEP resultará em uma queda acentuada nos diagnósticos de HIV entre os homens que fazem sexo com homens na região parisiense.
O estudo também reunirá dados sobre as melhores formas de fornecer a PrEP e sobre como envolver migrantes e outros grupos sociais que atualmente têm informação relativamente baixa da PrEP. A França foi o primeiro país europeu a aprovar a profilaxia, em janeiro de 2016. Ela está disponível através de hospitais, centros de testagem do HIV e médicos de clínica geral. O custo é totalmente reembolsado pelo sistema de saúde do país.
Uma análise de 2774 pessoas que tomaram PrEP até fevereiro de 2017 mostrou que 98% eram homens que fazem sexo com homens. Números significativos demonstraram ainda infecções sexualmente transmissíveis (36%), quimioterapia (23%) e uso prévio de PEP (11%).
O novo estudo, chamado Prévenir, vai sem concentrar na Île-de-France, no subúrbio. O HIV está concentrado na região da capital.  Dos  6 mil novos diagnósticos de HIV na França em 2015, 2500 ocorreram na Île-de-France. Os homossexuais são particularmente afetados. Uma pesquisa de 2015 descobriu que 16% dos homens em bares, clubes e clubes sexuais gay parisienses eram HIV positivos.
Houve um investimento considerável na testagem de HIV nos últimos anos e o efeito em cascata é forte - na mesma pesquisa, 92% dos homens soropositivos estavam cientes de seu status e 95% dos homens diagnosticados estavam em tratamento. No entanto, novos diagnósticos de HIV em homens homossexuais não caíram nos últimos anos. Parece que será preciso algo mais - talvez um uso maior da PrEP - para novas infecções e diagnósticos caírem.
O Prévenir está aberto a pessoas de todos os gêneros e sexualidades com alto risco de contrair o vírus da aids. No entanto, os pesquisadores esperam que homens gays sejam a grande maioria dos participantes e a medida de resultado primária do estudo diz respeito apenas aos homens que fazem sexo com homens.
Os pesquisadores querem demonstrar que a ampliação da PrEP no país reduzirá a taxa de novas infecções em homens que fazem sexo com homens na Île-de-France em 15%. A análise comparará a incidência (a taxa anual de novas infecções) em 2020 com os números atuais de incidência, combinada com alguns modelos de como a epidemia poderia evoluir ao longo do tempo.
“Ter a maior parte da distribuição da PrEP acontecendo no contexto de um estudo irá garantir que os dados sejam coletados e o lançamento possa ser monitorado”, disse Stephan Morel da Aides, ao site aidsmap.com.
Por exemplo, será possível acompanhar os esforços para envolver os migrantes, minorias étnicas, pessoas trans e profissionais do sexo com a PrEP. O número de pessoas que iniciam a PrEP seguindo diferentes tipos de atividades de divulgação e promoção será medido.
Os pesquisadores também reunirão mais dados comportamentais para dar informações sobre como as pessoas encaixam a PrEP em suas vidas sexuais e suas estratégias de redução de risco. Eles irão registrar informações sobre números de parceiros, onde eles se encontram com parceiros, uso de preservativos, infecções sexualmente transmissíveis e bem-estar sexual.
O Prévenir é um estudo de um único braço, no qual todos os participantes tomam a PrEP. No entanto, eles poderão escolher seguir o cronograma de administração "on-demand" ou "evento conduzido" para a PrEP, que foi validado em França no estudo Ipergay e que mais da metade dos usuários atuais da PrEP seguem,  ou usar a dosagem diária, como acontece em outras partes do mundo.
Conselheiros de pares da Aides ajudarão os participantes a descobrir quais os horários de dosagem melhor para eles e como eles podem por em prática. Isso é semelhante ao estudo Ipergay, no qual os treinadores de saúde sexual com base na comunidade estavam prontamente e frequentemente disponíveis aos participantes do estudo, para ajudá-los a compreender a PrEP, a adesão, o esquema de tratamento e a saúde sexual de forma mais ampla. No entanto, no Prévenir, o aconselhamento será fornecido com menos frequência e um dos objetivos do estudo é avaliar se isso tem algum impacto sobre a adesão e a eficácia da PrEP.
O projeto de demonstração será capaz de examinar se as diferenças na forma como o PrEP é fornecida têm impacto no seu sucesso. Em vários locais de estudo, o aconselhamento não será fornecido pelos conselheiros de pares da Aides, mas por equipe médica, como enfermeiras ou psiquiatras. Diferenças como essas têm um impacto na satisfação dos participantes, na retenção no estudo ou nas infecções por HIV?
O estudo está sendo conduzido pelo ANRS, a agência francesa de pesquisa sobre aids e hepatite viral, em parceria com a organização comunitária Aides. Daniela Rojas Castro, diretora de pesquisa da rede comunitária Coalition Plus e uma das principais pesquisadoras do estudo, disse ao aidsmap.com que ter integrantes da comunidade envolvidos no processo de pesquisa era importante para assegurar que novos modelos de prevenção do HIV se encaixem na vida das pessoas.
Texto: Roger Pebody
Tradução: Mauricio Barreira

Comissão de Seguridade aprova projeto que cria normas para garantir sigilo sobre portadores de HIV




A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou o Projeto de Lei 7658/14, do Senado Federal, que proíbe a divulgação de informações que permitam a identificação da condição de portador do HIV em vários âmbitos, inclusive em processos judiciais.
Segundo o texto, hospitais, escolas, locais de trabalho, serviço público, órgãos de segurança e de Justiça e a mídia não poderão divulgar informações que permitam identificar a condição de portador de uma pessoa.
A relatora na comissão, deputada Erika Kokay (PT-DF), recomendou a aprovação da matéria. Ela disse que o projeto vem ao encontro do respeito à dignidade da pessoa vivendo com HIV, assegurando o direito inalienável à sua intimidade.
“A propositura explicita no texto da lei a obrigação de todos os trabalhadores que tomam conhecimento do estado sorológico de um indivíduo. A regra já vigia para os profissionais médicos, mas agora se torna clara para os demais profissionais da saúde e de diversos outros âmbitos”, afirmou Kokay.
Ainda segundo o projeto, serviços de saúde e planos de saúde também precisam garantir o sigilo. Nesses casos, todos os profissionais de saúde e trabalhadores da área de saúde serão responsáveis pela manutenção do sigilo da informação e poderão ser punidos com a sua divulgação.
No caso da Justiça, se durante um julgamento não for possível manter o sigilo sobre a condição de portador de HIV, apenas os advogados e interessados poderão participar da audiência. Além disso, inquéritos e processos deverão garantir o sigilo da informação.
Pela proposta, o sigilo profissional só poderá ser quebrado por justa causa ou se a pessoa quiser se identificar. No mesmo sentido, Erika Kokay apresentou emenda que autoriza também a quebra do sigilo a fim de permitir a troca de informações entre profissionais envolvidos no atendimento multidisciplinar do paciente soropositivo e, assim, assegurar maior eficácia ao seu tratamento e acompanhamento.
Quem descumprir as normas previstas no projeto, caso ele vire lei, poderá ser punido pelos crimes de divulgação de segredo ou violação de sigilo profissional, com pena de detenção de um mês a um ano. As penas serão aplicadas em dobro quando a divulgação da informação for feita de forma intencional e com o intuito de causar dano ou ofensa.
Tramitação 
A proposta será analisada ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ir a voto em Plenário.

Fonte : Agência Câmara


Homem transgênero dá à luz um menino e comemora: 'Não nos contam histórias assim sobre trans'



Após ter sua gravidez acompanhada por diversos veículos de comunicação mundo afora, o casal Trystan Reese e Biff Chaplow trouxe ao mundo o tão aguardado bebê depois de 30 horas de trabalho de parto, em 14 de julho. Após o nascimento, eles falaram pela primeira vez sobre a experiência ao "Washington Post", que publicou a reportagem nessa quarta-feira (2) em seu portal. Como qualquer outro, o casal está às voltas com fraldas, lenços umedecidos e roupinhas de criança. Mas o que atraiu tanta atenção para a história é que Trystan Reese, que ficou nove meses gestante, é um homem trans.
A vontade deles de ter um filho biológico veio após a adoção de dois sobrinhos de Chaplow, em 2011. Ele conta que sua irmã não tinha mais consições de cuidar dos meninos — o motivo não é explicado — e que ele e o parceiro resolveram assumir a guarda deles.
"Depois que a poeira abaixou, eu percebi o quanto eu amava nossos filhos e o quanto de espaço havia em nossas vidas para que a família crescesse", lembrou Reese, de 34 anos, ao "Washington Post".
Reese viveu como mulher até o final da adolescência. Após aconselhamento médico e psicológico, ele começou a tomar hormônios por volta dos 20 anos de idade e passou a se identificar como homem. Ele conheceu Chaplow há quase oito anos e disse que foi "amor à primeira vista". Quando eles decidiram ter uma criança biológica, procuraram conselhos médicos. Os especialistas em reprodução disseram que, uma vez que Reese só havia passado terapia hormonal em sua transição, preparar o corpo para conceber não seria muito diferente de uma mulher que havia passado por controle hormonal para não engravidar.
Reese engravidou cerca de cinco meses depois de parar de tomar testosterona.
"Ao mesmo tempo, eu fiquei feliz e assustado. Eu queria muito ter um filho, mas sabia que era difícil. A gravidez é difícil, o trabalho de parto é difícil, e eu esperava muito que pudesse lidar com tudo", recorda Reese.
Os dois documentaram a gravidez em um blog e nas mídias sociais, na esperança de desmistificar o que significa para um homem transexual dar à luz. Ele quiseram também criar um novo senso de normalidade para pessoas em situação semelhante.
"As pessoas têm a ideia errada de que este foi um experimento que nós iniciamos", comentou Reese, acrescentando que viu amigos trans passarem pelo mesmo processo de gravidez após a transição de gênero. "Este é um "terreno" já testado. Isso é algo que foi feito de uma forma muito segura e saudável. Não queremos nos colocar na categoria de pioneiros."
Uma série de homens transgêneros passaram por gestações bem-sucedidas nos últimos anos. Alguns deles há muito tempo, pouco após o início da terapia de reposição hormonal. Em um exemplo bem conhecido, o "Village Voice" publicou uma narrativa sobre Matt Rice, um homem transgênero que concebeu em 1999 por meio de inseminação artificial e deu à luz um bebê.
Reese destacou aos "Washington Post" que jamais imaginou que experimentaria isso quando ele começou sua transição de gênero, há 14 anos.
"Poder adotar dois filhos brilhantes, engraçados e fofos era algo com o qual nunca sonhei. O fato de tudo isso ter acontecido foi uma surpresa total para mim, porque não nos contam histórias assim sobre trans... que o amor é possível, que ser uma família amorosa é possível", comentou Reese.

Fonte : O Globo

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

GIV recebe exposição gratuita Reflexos Positivos. Fotógrafo busca vencer o preconceito por meio da arte e informação



Observando os estereótipos e preconceitos relacionados às pessoas que vivem com HIV, o fotógrafo Dy Soares criou a exposição Reflexos Positivos. O trabalho, segundo o autor, busca alertar a população de que “hoje as pessoas com HIV não têm mais a cara da epidemia dos anos 80” e muito avanço foi conquistado desde o período. O projeto é baseado na estética do nu artístico com modelos homossexuais, transexuais, heterossexuais, religiosos e soropositivos e negativos ao vírus. A exposição pode ser vista gratuitamente, a partir da próxima segunda-feira (7) até sexta-feira (11), das 14h30 às 20h, no GIV (Grupo de Incentivo à Vida), em São Paulo.

“Ela acontece dentro de uma estrutura de vidro reflexivo. O espelho é para que as pessoas se vejam e assim possam refletir sobre a formação dos estereótipos direcionados aos portadores do vírus. Os mais diversos corpos e pensamentos foram inseridos nesse projeto para mostrar que todos somos vulneráveis à infecção”, explica Soares.
O fotógrafo conta que já presenciou e ouviu muitos relatos de preconceitos sofridos pela população LGBT e soropositiva. Por este motivo, ele desejava fazer um trabalho que apresentasse um aspecto social. “Eu já vi professor discriminar aluna porque ela é homossexual. Eu queria mostrar que nós LGBTs estamos aqui. No entanto, quando você digita homossexual numa pesquisa a primeira coisa que aparece é o HIV. E para o HIV são corpos fragilizados como nos anos 80. Eu quis trabalhar esse olhar”.
Estrutura da exposição/Dy Soares
A campanha Um Cartaz HIV Positivo, realizada pelo GIV e ganhadora de um Leão de Bronze em Cannes (2015), foi uma das inspirações do artista. A frase “Se o preconceito é uma doença, a informação é a cura”, tema desta campanha é central no trabalho de Dy Soares: “Eu me emociono ao falar dessa campanha e sou apaixonado por ela. Assisti no final de 2015 e mexeu comigo. Eu pesquisei mais sobre HIV e acabei com meus preconceitos por causa dela. Depois, eu queria saber o que era o GIV e virou uma relação de amor. Eu usei a frase porque pensei ‘se as pessoas buscassem informação, outras não sofreriam preconceito’”.

Soares espera um dia poder expor em um lugar grande, onde pessoas que não convivem com o HIV possam ter acesso. “Eu queria poder conversar com essas pessoas e tentar vencer esse preconceito. Eu não quero ser visto só como um fotógrafo, mas como quem se importa e quer que mais pessoas se importem também.”
Dy Soares trabalha com fotografia há três anos. A exposição faz parte de um projeto de conclusão de curso. São 38 fotografias de 16 modelos. O trabalho Reflexos Positivos já esteve na ETEC de Carapicuíba (onde fez o curso) e no Espaço Vivarte. Agora segue para o GIV.
Dy Soares, autor da exposição

Serviço

G1: Pacientes com HIV denunciam falta de medicamento na rede pública do DF



Pacientes que vivem com o vírus HIV no Distrito Federal denunciam a falta, há quase dois meses, do antirretroviral lamivudina, um dos medicamentos do coquetel para o tratamento da aids. Ao G1, nesta terça-feira (1º), o Ministério da Saúde, responsável pelo fornecimento do remédio, negou o desabastecimento, mas pontuou que cabe aos estados “estabelecer um fluxo de distribuição”.
A Secretaria de Saúde do DF, reconhece que houve a falta do medicamento, mas afirma que “a situação já está normalizada”. Em nota, a pasta informou que a data prevista para entrega do antirretroviral era até 16 de junho, mas não deixou claro por quanto tempo esteve em falta.
Em contraponto ao que dizem a secretaria e o ministério, em entrevista ao G1, o presidente da ONG Amigos da Vida, Christiano Ramos - que atua no atendimento a pessoas com HIV - afirma que a lamivudina está em falta “há pelo menos dois meses” nos principais centros de referência da capital federal. "Dizem que é problema de logística", afirmou Ramos.
“É a primeira vez que vejo faltar coquetel no DF, isso é grave. É um remédio que não pode faltar, senão volta a ter a carga viral reativada e compromete a situação de saúde das pessoas.”
Um paciente de 35 anos, que prefere não se identificar, também diz que na última semana esteve no centro de referência ao tratamento de aids do Hospital Dia, em Brasília, para buscar o medicamento, mas voltou para casa sem uma previsão concreta de quando receberia.
“Eles não deram explicação e pediram para tentar na próxima semana”.
O assistente administrativo, que faz tratamento há dois anos, diz que sempre recebeu o remédio gratuitamente e, em caso de falta, não tem “a menor condição de pagar pela medicação."
Atualmente no DF, 8,4 mil pessoas fazem tratamento de combate à Aids na rede pública de saúde. A lamivudina faz parte da chamada “terapia antirretroviral de alta potência”, combinada com outros dois medicamentos.
O médico infectologista, José Davi Urdaez, explica que a droga é uma das substâncias mais utilizadas no tratamento por ser “menos tóxica ao organismo” e, que na falta dela, tem como ser substituída por outra, “mas não é o ideal”.
Urdaez alerta, no entanto, que não é recomendável reduzir o coquetel a apenas dois medicamentos, pois na falta de um dos compostos, “o vírus se torna mais resistente”.
HIV no DF
Mais de 12 mil pessoas são portadoras do vírus HIV no Distrito Federal, segundo dados da Secretaria de Saúde. Desse total, 70% recebe tratamento antirretroviral na rede pública de saúde. Ainda segundo os dados da pasta, o levantamento também demonstrou que, entre os anos de 2014 e 2015, os óbitos por AIDS reduziram em 11%. Nos últimos anos foram registrados, em média, 900 novos casos de HIV/aids.
De acordo com o Boletim Epidemiológico de HIV, Aids e outras Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), em 2015, a maior quantidade de casos de HIV estava concentrada na população masculina, em especial, entre homens que fazem sexo com outros homens, inclusive os bissexuais.
No mesmo período, a média de notificação foi de sete ocorrências masculinas para uma feminina. As faixas etárias que mais apresentaram infecção por HIV foram de 20 a 34 anos e de 35 a 49 anos. Entre as regiões da capital que mais registraram novos casos, destacam-se Asa Norte, Águas Claras, Lago Norte, Taguatinga e Varjão.
Tratamento
Após o diagnóstico positivo de presença do vírus HIV, ao paciente é ofertado o tratamento com a ingestão de medicamentos antirretrovirais, fornecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No Distrito Federal, sete unidades de saúde atendem pacientes que convivem com a doença:
Hospital Dia (Asa Sul)
Farmácia Escola Hospital Universitário de Brasília (Asa Norte)
Ambulatório de Ceilândia (Ceilândia)
Unidade Básica de Saúde nº 5 (Gama)
Unidade Básica de Saúde nº 1 (Planaltina)
Unidade Básica de Saúde nº 1 (Sobradinho)
Policlínica (Taguatinga)

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