terça-feira, 16 de abril de 2019

Pela primeira vez no Brasil, Tim Brown fala sobre sua história e esperança de cura para o HIV



“Não acordo todos os dias pensando sobre o fato de eu estar curado. Mas é uma alegria não precisar tomar medicamentos todos os dias”, conta Timothy Brown, o primeiro paciente do mundo a ser curado do HIV, durante o XIV Curso Avançado de Patogênese do HIV, em São Paulo.
Essa é a primeira vez que Tim Brown visita o Brasil. Para o público presente, ele resgatou sua experiência, angústias e desafios desde que entrou para o ativismo, não por conhecer sua sorologia, mas por ser homossexual. Eu era um ativista junto do ACT-UP 1991, antes de sair dos Estados Unidos. Eu queria estudar em Berlim, então fui para lá. Quando eu descobri meu diagnóstico, em 1995, eu tinha um parceiro na época e ele me disse que não queria ficar sabendo do próprio status sorológico. Ele preferia não saber se era soropositivo ou não.”
Quando recebeu o diagnóstico positivo, o único medicamento disponível no mundo ainda era o AZT. “Meu CD4 estava por volta de 200 quando descobri a infecção. Como sabia que o medicamento era muito invasivo, me recusei o tomar o AZT, até que meu médico me convenceu a tomar uma dosagem baixa.”
Após o surgimento do coquetel, em 1996, Tim conta ter vivido bem até o ano de 2006. “Voltei para os Estados Unidos para o casamento de um amigo, e eu me lembro que me sentia extremamente cansado. Quando voltei para Berlim, fiquei pior. Contei para meu namorado que me levou ao médico. Eles fizeram transfusões de sangue, sem resultados, e, então, me encaminharam para um oncologista. Esse oncologista fez uma biópsia da medula óssea e descobriu que eu estava com leucemia”, conta. 
O diagnóstico foi de leucemia mielóide aguda e logo Tim deu início a quimioterapia. Ele conta que acreditava estar melhor apesar de ter sofrido com os efeitos colaterais do tratamento. No entanto, em 2007, a leucemia retornou. O estágio já avançado da doença não permitiu outra alternativa que não fosse um transplante de medula óssea. “Essa seria a última alternativa.”
O médico de Tim, Dr. Gero Hütter teve então a ideia de procurar, dentre os doadores compatíveis, algum que fosse portador de uma mutação genética chamada CCR5delta32, cujo sistema é imune ao HIV. “É uma raridade, uma mutação presente em apenas 1% da população da Europa”, explica Tim. A intenção era de fato curar não apenas a leucemia, mas também o HIV. Três meses depois do procedimento, já não havia mais qualquer sinal do vírus no organismo de Tim, que ficou conhecido mundialmente como O Paciente de Berlim.

“Cansei de ficar doente”
Apesar da cura para o HIV, a leucemia de Tim retornou novamente em 2008. Em meio a inúmeros exames, os médicos acidentalmente causaram uma bolha de ar em seu cérebro, o que lhe deixou com paralisia. Tim perdeu a visão e precisou reaprender a falar e andar. Quando as complicações foram controladas, o mesmo doador de células-tronco voou novamente até Berlim, e o transplante de medula óssea foi repetido. “Graças a Deus, eu tive um doador muito generoso”.
“Houve um momento no hospital, logo após o segundo transplante, que eu disse que não queria viver mais, estava cansado do diagnóstico do HIV e, depois, das quimioterapias, dos transplantes, das complicações. Mas agora estou vivo, estou indo muito bem e não quero mais ficar doente”, diz sorrindo.
Após o período de recuperação, Tim retomou sua rotina. “Voltei para a academia e comecei a sentir que havia algo bom acontecendo com meu corpo. Os médicos disseram ok, talvez isso tenha funcionado. As pessoas estavam impressionadas como fato de o transplante ter curado o HIV. Os médicos começaram a procurar HIV em outras células, mas não encontraram. E eu me sentia bem, livre de remédios.”
O futuro do HIV
Tim acredita que outras forma de prevenção são necessárias, como a PEP (Profilaxia Pós-Exposição) e a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição). 
Para pessoas que vivem com HIV, ela é categórico ao dizer “tome sua medicação, assim você ficará indetectável e não será responsável por transmitir o vírus para outra pessoa. Hoje, a medicação está muito melhor do que quando comecei. Então, todos vocês são responsáveis por aderir ao tratamento e por lutar por avanços, por fazer mudanças.”
Quanto à cura, Tim defende que os profissionais de saúde, médicos e pesquisadores devem sair dos hospitais e clínicas e irem a campo, onde vivem as pessoas mais atingidas pelo vírus.

Tim quer aumentar “a família de pessoas curadas”
No mês de março deste ano, um paciente europeu que vivia com HIV deixou de apresentar sinais do vírus após um transplante de células-tronco. O caso, relatado na revista científica Nature, e seria o segundo já registrado no mundo. O motivo também não foi o vírus, mas um câncer. Por isso, médicos o fato pode ajudar a ciência a encontrar um caminho para a cura.
O Paciente de Londres, como ficou conhecido, já não tem sinal do vírus há 18 meses e, inclusive, deixou de tomar medicamentos contra a infecção. Porém, os pesquisadores dizem que ainda é muito cedo para dizer que a pessoa está curada do HIV.
“Para mim, a grande mudança foi parar de tomar medicamento todos os dias. Mentalmente, mas acho que posso inspirar outras pessoas, porque gostaria que mais pessoas pudessem ser curadas. Não quero ser egoísta, e é por isso que vou em conferências. É claro que o HIV e a cura afetaram minha vida, se tornou uma missão para mim.” 
Tim conta que recebeu há poucos dias, e-mail do Paciente de Londres. Quando questionado sobre sua resposta, ele disse: “quero, basicamente, que ele se sinta confortável e acolhido e quero dizer que está tudo bem. Espero que exista mesmo outro paciente curado para se juntar a essa nova família, porque por enquanto sou apenas eu. Espero que haja uma grande família de pessoas curadas do HIV.”

O adeus a Marcelo Peixoto, grande entusiasta da arte na luta contra a aids



Morreu na noite dessa segunda-feira (15), em São Paulo, o artista Marcelo Peixoto. Ativista da luta contra a aids por mais de 3 décadas, Marcelo foi um dos fundadores do Instituto Cultural Barong. Teatrólogo, ele também fundou o teatro Macunaíma.
De Peruíbe, no litoral de São Paulo, ficou conhecido pelo jeito simples e amoroso como lidava com a vida. Amigos e familiares lamentaram sua morte. No facebook, dezenas de mensagens expressavam o quanto o mundo ficará sem graça sem ele.
“Marcelo Peixoto foi uma das pessoas mais fantásticas que conheci. Ator, autor, diretor de teatro, ativista, cachorreiro, professor e bem humorado. Podíamos fritar embaixo de um sol de 40 graus trabalhando e ele conseguia levantar o astral de toda a equipe. Sempre eu disse que o verdadeiro “Padre Marcelo” era ele. Era surpreendente como desconhecidos revelavam sua vida e seus segredos a ele. Marcelo falava sobre prevenção combinada para as pessoas em seus aconselhamentos, antes mesmo deste termo existir”, escreveu a presidente do Barong, Marta McBritton.
Ela recordou ainda que Marcelo não media esforços para atuar na luta contra a aids. “Empurrou o trailer do Barong, realizou centenas de ações, tirou meninos de cativeiros sexuais, acompanhou pessoas as consultas, dirigiu performances…impossível neste momento lembrar de tantas aventuras. Marcelo, por você o Barong só pode fazer o melhor quando sair a campo. Saudades e te amo. Obrigada pelos 24 anos de amizade”, lamentou emocionada.
Muitos amigos sentiram a perda e disseram que o legado de Marcelo permanecerá vivo na história. O corpo foi velado e cremado na manhã desta terça-feira no cemitério Vila Alpina, em São Paulo.


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Desafio vai premiar novas ideias e projetos já existentes na luta contra o HIV e a discriminação de profissionais do sexo



A ViiV Healthcare está em busca de novas ideias ou projetos com foco na prevenção ao HIV e não discriminação de profissionais do sexo nos serviços de saúde. A farmacêutica lançou, no início do ano, o desafio “Stigma-Free Services for Sex Workers”. O ideia é apoiar projetos em que os profissionais do sexo e da saúde trabalhem juntos na promoção de serviços de prevenção ao HIV abrangentes e livres de estigma e discriminação.
“Envolver os profissionais do sexo na concepção e implementação de programas que os capacitem, melhorem suas condições de trabalho e ampliem o acesso a serviços abrangentes de HIV e saúde reprodutiva é altamente eficaz”, diz o texto publicado na plataforma.
De acordo com a ViiV Healthcare, essa população tem 13 vezes mais chances de contrair o HIV em comparação com adultos na população em geral. “Isso se deve frequentemente a uma maior probabilidade de serem economicamente vulneráveis, com dificuldades em negociar o uso consistente do preservativo e de serem vítimas de violência, criminalização e marginalização.”
A empresa acredita que iniciativas baseadas na comunidade e lideradas pela comunidade, em colaboração com prestadores de cuidados de saúde, podem criar espaços seguros para profissionais do sexo, fornecendo uma ponte para uma variedade de serviços de apoio médico, legal e social e intervenções direcionadas à redução do estigma.
Podem se inscrever projetos novos ou iniciativas já existentes. O prêmio “Semente”, vai apoiar com US $ 25.000 a nova proposta. Já o “Grande Prêmio, de US $ 75.000, prevê a expansão ou ampliação de um projeto existente.
A ViiV considera profissionais do sexo “adultos do sexo feminino, masculino e transgênero que têm sexo consensual em troca de dinheiro ou bens, regularmente ou ocasionalmente.”

De acordo com o regulamento, será dada atenção especial a novas ideias e projetos existentes que apoiam jovens profissionais do sexo. Não é necessário desagregar ou separar profissionais do sexo por idade para projetos já existentes.
Redação da Agência de Noticias da Aids

Fundo global pede US$ 14 bi para programas de saúde de aids, malária e tuberculose



Em Nova Délhi, na Índia, o Fundo Global de Combate à Aids, Tuberculose e Malária apresentou neste mês (8) um apelo financeiro de 14 bilhões de dólares para o triênio 2020-2022. A verba será investida em iniciativas de prevenção e tratamento das três doenças no mundo todo. Com o orçamento, o organismo espera salva 16 milhões de vidas.
O fundo estima que o investimento hoje poderá reduzir pela metade a taxa de mortalidade da tuberculose, HIV e malária até 2023. Os recursos solicitados também permitirão construir sistemas de saúde mais sólidos. O orçamento representa um aumento de 1,8 bilhão de dólares (15%) em comparação aos 12,2 bilhões angariados para o período 2017-2019.
O financiamento pleno da instituição vai permitir que o fundo continue desempenhando um papel essencial na resposta a essas três infecções, acelerando o progresso rumo à cobertura universal de saúde e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS). Acabar com as epidemias de HIV, tuberculose e malária até 2030 são metas previstas pelo ODS nº 3.
“Somente com um Fundo Global completamente financiado podemos alcançar as metas globais estabelecidas para HIV, tuberculose e malária”, disse o diretor-executivo adjunto interino do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), Tim Martineau.
O organismo da ONU estima que serão necessários 26,2 bilhões de dólares anuais para a resposta à AIDS até 2020. Em 2017, a verba disponível em países de baixa e média renda era de 21,3 bilhões de dólares. O Unaids pede que os doadores aumentem suas contribuições para programas de eliminação do HIV e da aids. A agência também solicita que as fontes domésticas de recursos sejam ampliadas.
“O Unaids está comprometido em continuar trabalhando com o Fundo Global para garantir que ele alcance suas metas financeiras e que os países possam acabar com a aids como uma ameaça global à saúde e salvar mais vidas”, completou Martineau.
Juntos, o Unaids e o mecanismo de financiamento já garantiram que milhões de pessoas com HIV tivessem acesso a tratamento. As duas instituições também asseguraram que os indivíduos mais afetados pela epidemia tivessem os serviços de saúde e o apoio de que necessitam.
Fonte: ONU

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Ministro da Saúde defende educação sexual nas escolas



O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, defendeu hoje (8) a educação sexual nas escolas. “Acho que tem que fazer, não dá para não fazer”, disse à Agência Brasil. A pergunta foi feita após cerimônia de assinatura de parceria entre ministérios para prevenção da gravidez na adolescência.
Segundo o Ministério da Saúde, a taxa de gravidez na adolescência no Brasil é de cerca de 56 adolescentes a cada grupo de 1 mil. Número maior que a taxa internacional, que é de cerca de 49 a cada 1 mil. Segundo a pasta, embora esse número esteja alto, houve, entre 2010 e 2017, redução de 13% de bebês de mães adolescentes. Meninas negras representam a maior proporção entre essas mães: 19,7% pardas e 15,3% pretas, seguindo a classificação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para o ministro da Saúde, a educação tem um papel importante na redução desses indicadores. Ele disse que a gravidez está relacionada ao abandono escolar, que, por sua vez, leva a um aumento da mortalidade infantil.  “A evasão escolar é problema para a saúde pública”, disse.
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, defendeu hoje (8) a educação sexual nas escolas. “Acho que tem que fazer, não dá para não fazer”, disse à Agência Brasil. A pergunta foi feita após cerimônia de assinatura de parceria entre ministérios para prevenção da gravidez na adolescência.
Segundo o Ministério da Saúde, a taxa de gravidez na adolescência no Brasil é de cerca de 56 adolescentes a cada grupo de 1 mil. Número maior que a taxa internacional, que é de cerca de 49 a cada 1 mil. Segundo a pasta, embora esse número esteja alto, houve, entre 2010 e 2017, redução de 13% de bebês de mães adolescentes. Meninas negras representam a maior proporção entre essas mães: 19,7% pardas e 15,3% pretas, seguindo a classificação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para o ministro da Saúde, a educação tem um papel importante na redução desses indicadores. Ele disse que a gravidez está relacionada ao abandono escolar, que, por sua vez, leva a um aumento da mortalidade infantil.  “A evasão escolar é problema para a saúde pública”, disse.
Saúde na Escola 
Também presente na cerimônia, o ministro da Educação, Ricardo Vélez, disse que o programa Saúde na Escola poderá ser atualizado. “No contexto do Ministério da Educação, temos as pautas de formação, de educação de nossos adolescentes, [que] serão mantidas. No entanto, no contexto desse acordo, veremos o que será necessário atualizar. No momento ficam as pautas conforme estão estabelecidas e, em diálogo, sobretudo, com as famílias”.
Vélez acrescentou que serão levados em consideração “novas demandas da sociedade e novos conhecimentos científicos que sempre estão aparecendo”.
O Programa Saúde na Escola foi instituído em 2007 com o objetivo de levar às escolas públicas ações de promoção, prevenção e atenção à saúde, para enfrentar vulnerabilidades que comprometem o pleno desenvolvimento de crianças e jovens. Entre as ações do programa estão a promoção da saúde sexual e da saúde reprodutiva, em conformidade com os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde.
Parceria 
Hoje (8), os Ministérios da Saúde, da Mulher, Família e Direitos Humanos, da Educação e da Cidadania assinaram parceria para traçar ações conjuntas até 2022 para reduzir a gravidez precoce.
Dentre os objetivos estão promover apoio profissional qualificado em prevenção à gravidez na adolescência, ampliar e qualificar o acesso da população adolescente aos serviços de atenção básica, fomentar ações educativas voltadas para adolescentes, famílias, sociedade civil e toda a comunidade. Além disso, estão entre os objetivos disseminar informações sobre o cenário brasileiro de gravidez na adolescência e avaliações que gerem evidências de melhores práticas para subsidiar o aperfeiçoamento das ações públicas sobre o tema.
A carta de compromisso foi assinada no âmbito da Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, estipulada do dia 1º de fevereiro até esta sexta-feira. A semana foi instituída pela Lei 13.798/2019, uma das primeiras sancionadas pelo presidente Jair Bolsonaro.
Fonte: Terra

Bolsonaro concede indulto a presos com doenças graves



O presidente Jair Bolsonaro assinou decreto de indulto para conceder liberdade a presos portadores de doenças graves e em estado terminal. Assinado ontem (8), o decreto será publicado na edição desta segunda-feira (11) do Diário Oficial da União.
O texto prevê indulto nos seguintes casos: paraplegia, tetraplegia ou cegueira adquirida posteriormente à prática do delito ou dele consequente. A condição precisa ser comprovada por laudo médico oficial ou por médico designado pelo juiz executor da pena. Também foram beneficiados os presos com doenças permanentes que imponham limitação de atividade e que exijam cuidados contínuos que não possam ser prestados no estabelecimento penal.
Portadores de doença grave, de câncer ou de aids também receberão o indulto, desde que em estágio terminal. A partir da publicação do decreto, caberá ao juiz do processo conceder ou rejeitar o perdão da pena. A medida será aplicada após o juiz ouvir o Ministério Público (MP) e a defesa do condenado, na hipótese de condenado primário, desde que não haja recurso da sentença interposto pela acusação.

Restrições

O decreto tem restrições. Está proibido o indulto a condenados por corrupção (ativa e passiva), crimes hediondos, de tortura e tráfico de drogas. Também não serão libertados presos condenados por crimes cometidos com grave violência contra pessoa, por envolvimento com organizações criminosas, terrorismo, violação e assédio sexual.
Outros crimes não contemplados no decreto são estupro de vulnerável, corrupção de menores, satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente e favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável.
O decreto proíbe ainda o indulto aos condenados por peculato, concussão e tráfico de influência. A medida também exclui aqueles que tiveram a pena privativa de liberdade substituída por restritiva de direitos ou multa, que tiveram suspensão condicional do processo e nos casos em que a acusação recorreu após o julgamento em segunda instância.

Lista

A lista da pessoas que entram nos requisitos deverá ser encaminhada à Defensoria Pública, ao MP, ao Conselho Penitenciário e ao juízo da execução pela autoridade que detiver a custódia dos presos.
De acordo com o texto, caberá ao condenado, a seu representante, ao cônjuge, companheiro, ascendente, descendente ou à sua defesa dar início ao procedimento. O indulto tramitará de ofício, quando os órgãos de execução penal não se manifestarem.
Bolsonaro assinou o decreto no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Ele está internado no local desde o dia 28 em razão de uma cirurgia para retirar bolsa de colostomia e religar o intestino.
Fonte: EBC

STF julga, nesta semana, ação para criminalizar homofobia



O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar quarta-feira (13) uma ação protocolada pelo PPS para criminalizar a homofobia, que é caracterizada pelo preconceito contra o público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais). O processo tramita na Corte desde 2013 e será relatado pelo ministro Celso de Mello.
Na sessão, os ministros devem definir se o Supremo pode criar regras temporárias para punir agressores do público LGBT, devido à demora da aprovação da matéria no Congresso Nacional. Pelo atual ordenamento jurídico, a tipificação de crimes cabe ao Poder Legislativo, responsável pela criação das leis.
O crime de homofobia não está tipificado na legislação penal brasileira. Nos casos envolvendo agressões contra homossexuais, a conduta é tratada como lesão corporal, tentativa de homicídio ou ofensa moral.
No entendimento do partido, a minoria LGBT deve ser incluída no conceito de “raça social” e os agressores punidos na forma do crime de racismo.
“O heterossexismo social constitui uma ideologia racista e, portanto, a homofobia e a transfobia constituem-se ideologias/condutas tipicamente racistas por serem decorrências do racismo heterossexista”, argumenta o partido.
Levantamento recente, divulgado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), mostrou que em 2017 foi registrado o maior número de mortes relacionadas à homofobia desde que o monitoramento anual começou a ser feito pela entidade, há 38 anos. Naquele ano, 445 lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTs) foram mortos por homofobia.
Fonte: EBC

  CNS discute desafios para garantir direito universal à Saúde em tempos de negacionismo, durante debate na UFRGS 14 de fevereiro de 2022 O ...