A comunidade internacional está reunida a partir desta quarta-feira (8) para um encontro de três dias em Nova York a fim de impulsionar uma resposta global para acabar com a epidemia da aids até 2030 como parte dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). A cúpula está sendo transmitida ao vivo pela internet. Na delegação brasileira que participa do evento, na Assembleia Geral da ONU, estão três representantes do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde brasileiro: a diretora Adele Benzaken; a chefe da Assessoria de Cooperação Internacional, Juliana Givisiez; e o técnico da Coordenação Geral de Prevenção e Articulação Social Diego Callisto.
“Acabar com a epidemia da aids é uma parte crucial para se alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, antes do evento. “A reunião pode ajudar a fechar a lacuna entre as necessidades e serviços e fazer avançar nossos esforços para não deixar ninguém para trás”, acrescentou o secretário-geral.
O fórum terá a participação de governos, organizações da sociedade civil, do setor privado e de comunidades de pessoas afetadas e que convivem com o HIV.
Em 2015, a comunidade global alcançou as metas sobre a aids descritas nos ODM, na primeira vez em que uma meta global de saúde foi atingida e superada. A meta número 6, de alcançar 15 milhões de pessoas em tratamento para o HIV, foi alcançada nove meses antes do prazo.
De acordo com o Global AIDS Update 2016, relatório recentemente divulgado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), o número estimado de pessoas com acesso a terapia antirretroviral mais do que dobrou de 2010 a 2015, alcançando 17 milhões de pessoas.
“Estamos em um momento único na história”, salientou o diretor-executivo do UNAIDS, Michel Sidibé. “Ao longo dos próximos cinco anos, temos uma janela de oportunidade para trocar a marcha e acelerar a resposta global ao HIV para acabar com a epidemia de aids. Esta reunião será fundamental para aproveitar o impulso que temos construído desde 2011 e assegurar um compromisso global para acabar com a epidemia de vez”, acrescentou.
No encontro, os estados-membros das Nações Unidas deverão fazer um rascunho de uma nova declaração política para a erradicação da aids. Os países utilizarão o “rascunho zero” da Declaração Política da ONU sobre Aids como base para as negociações.
O encontro conta com uma série de quatro painéis, bem como uma série de eventos paralelos e mesas redondas cobrindo diversos tópicos.
Os participantes vão considerar a análise de dados globais, que mostram que o mundo tem uma janela de oportunidade para entregar uma ação focalizada e eficaz através do financiamento e do investimento no combate ao HIV. Países e o setor privado devem se unir para aumentar o investimento global na prevenção e tratamento do HIV e passar dos 19 bilhões de dólares disponíveis em 2014 para 26 bilhões de dólares anuais até 2020.
Ao mesmo tempo, o investimento em serviços de expansão que garantam que as principais populações tenham acesso à prevenção, cuidados e tratamento em países de baixa e média rendas deve aumentar para cerca de 7% do total em 2020.
O Unaids espera durante os próximos cinco anos alcançar a marca de menos de 500 mil novas pessoas infectadas com o HIV, menos de 500 mil pessoas mortas por doenças relacionadas com a aids e eliminar a discriminação relacionada ao vírus.
“Peço a todos os estados-membros das Nações Unidas que se unam na Reunião de Alto Nível sobre o fim da aids. Juntos podemos acelerar o fim da epidemia até 2030”, disse Mogens Lykketoft, presidente da Assembleia Geral da ONU.
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